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“Monsenhor Borras, vigário do Opus Dei na África do Sul: “Dando a volta na África do Sul você dá a volta na África”

forumlibertas.com

16/09/2014 – Entrevistas

“Monsenhor Borras, vigário do Opus Dei na África do Sul: “Dando a volta na África do Sul você dá a volta na África”

O filólogo Jordi Picazo conversou com este engenheiro catalão ordenado sacerdote, sobre como eles vivem a beatificação de Dom Álvaro de Portillo, a comunidade de católicos na África do Sul, uns 6% da população, e os desafios da Igreja no continente africano

Monsenhor Anton Borras Cabaces, vigário do Opus Dei na África do Sul

Jordi Picazo

Monsenhor Anton Borras Cabaces nasceu em Reus, Tarragona, em 1960 e é engenheiro industrial pela UPC, Universidade Politécnica da Catalunha. Depois de vários anos como diretor do Col·legi Major Pedralbes em Barcelona, foi para Roma para completar seus estudos de teologia. Foi ordenado sacerdote do clero da Prelazia em setembro de 1999. Pouco mais tarde obteve o doutorado em filosofia por “História das ideias na política”, pela Universidade Pontifícia da Santa Cruz de Roma.

Além de suas responsabilidades como vigário do Opus Dei na África do Sul, Padre Anton Borras desenvolveu sua atividade apostólica na área de Joanesburgo, exercendo a direção espiritual das almas, dando aulas, pregando exercícios espirituais e em viagens apostólicas frequentes em outras cidades da África do Sul.

Mantivemos esta conversa por vídeo-conferência, junto de sua mesa de trabalho em sua casa de Joanesburgo.

Extensão do trabalho do Opus Dei na África

O que faz o Opus Dei pela África?

O Opus Dei faz pela África o que faz em todo o mundo, de concreto o que faz é elevar o nível espiritual e o nível humano ali onde se encontra presente. Elevar o tom espiritual entendemos bem o que significa. Mas elevar o tom humano quer dizer desenvolver o máximo do potencial da pessoa e fomentar a consciência de que todas as pessoas são iguais e, dignidade porque são filhos de Deus. E isto é o que quer dizer elevar o tom humano. Capacitar a pessoa.

Em quais países da África desenvolve trabalho apostólico o Opus Dei?

Na consulta de Pediatria de Abigdala Center
na região de Ugundu State, República Democrática do Congo

A Obra está em países de língua inglesa, como África do Sul, Quênia – do Quênia realizam viagens para a Tanzânia-, Uganda -do qual fazem viagens para Ruanda-, Nigéria -da Nigéria viajamos para Gana; também em países de língua francesa como Congo, Camarões e Costa do Marfim. Nós mesmos, da África do Sul vamos a Botswana e a Swazilândia; ou seja, estamos chegando a bastantes lugares.

Em países como Quênia e Nigéria o trabalho está bastante desenvolvido; têm obras corporativas com muita tradição: o Quênia tem universidade como a Strathmore University; a Nigéria tem a Universidade Pan Atlantic University; na Costa de Marfim também está em andamento uma universidade. Tanto na Nigéria como no Quênia a Obra têm escolas de negócios reconhecidas na África do Sul e na Europa; foram apoiados pelo IESE da Universidade de Navarra no princípio e agora já tem características e peso específico próprios: em Lagos está a Lagos Business School, e em Nairobi a Strathmore Business School. As duas têm contatos com as escolas de negócios mais importantes de África do Sul. Em resumo, a Obra tem uma presença estável na África.

“Como os fins do Opus Dei são exclusivamente espirituais, as atividades que organiza, são também de índole espiritual”

Quando iniciou o trabalho estável do Opus Dei na África do Sul? E, Há algum traço que arremate o trabalho apostólico neste país singular? Às vezes se fala do continente africano como se fosse um país e cada país africano seria como uma cidade grande. Às vezes falamos de Londres, Berlim e África…

O primeiro centro do Opus Dei na África do Sul foi erigido no ano de 1998. Vieram para Joanesburgo um português, dois nigerianos, um brasileiro e dois espanhóis. Uma combinação muito interessante. Em 2006, o Arcebispo de Joanesburgo confiou uma paróquia para sacerdotes da Prelazia, a Mater Dolorosa. Isso facilita para que as pessoas ouçam falar do Opus Dei.

Como os fins do Opus Dei são exclusivamente espirituais as atividades que o Opus Dei organiza são de caráter espiritual como palestras, seminários, jornadas de reflexão, retiros, etc. Além disso alguns fiéis do Opus Dei junto com cooperadores e amigos levam a cabo projetos sociais em Soweto, e em Mamelodi; Soweto é parte da grande Joanesburgo, Mamelodi é um “distrito” por fora de Pretória: são lugares com muita população e necessidades de todo tipo. Os programas que atualmente estão implantando são aulas no horário extra-escolar de matemática, inglês e química aplicada a garotos do décimo ano que vão de 15 a 16 anos. São programas integrados onde se incluem também aulas sobre virtudes humanas e Catequese. A formação humana que se tenta transmitir toca pontos como a honradez, a sinceridade, aprender a apresentar-se com dignidade no vestir, nos modos, cuidado com o asseio pessoal, etc.

Outra atividade promovida pelos membros do Opus Dei são os campos de trabalho. Há dois meses, mais de cinquenta garotos que terminaram o bacharelado e começaram na universidade do colégio Retamar de Madrid tem feito um projeto muito interessante. Construiu-se um orfanato em Barkley East, província de Aliwal North, Easter Cape. Estiveram ali 20 dias. Além das tarefas de construção, como o contingente humano era elevado, aproveitaram para limpar casas, pintar, assentar casas para pessoas que não podem fazer por si mesmas. Esta zona de África tem um índice de HIV elevadíssimo e a maioria das crianças órfãs são portadoras do virus.

O senhor foi membro Delegado do Conselho da Prelazia do Opus Dei simultaneamente para o Canadá e a Austrália. Isto o preparou para a África, ou a África o surpreendeu?


O Conselho da Prelazia está em Roma, onde há uma Comissão permanente; e depois alguns membros do Conselho vivem em diferentes países e viajam regularmente a Roma ois pertencem ao órgão do governo central da Obra, e também ao órgão de governo do país em que vivem. É como uma ligação entre Roma e o país em questão. É claro que estes cargos me prepararam, e talvez tenha me preparado especialmente o ter trabalhado na Austrália. A África olha muito para a Austrália e a Austrália olha para a África do Sul. Antes de vir a Joanesburgo já tinha muitos amigos da África do Sul em Sidney, porque há uma forte imigração de sul africanos para a Austrália.

Ao chegar aqui percebi que isso que lhe conto tem sua razão de ser pois são países que, socialmente muito diferentes, têm pontos em comum pela influência da Corôa britânica.

Álvaro de Portillo e a África

Como o senhor tratou ao Monsenhor Álvaro de Portillo, primeiro sucessor de São Josemaria e futuro beato?

Conheci pessoalmente Dom Álvaro de Portillo em 1986 quando foi à Barcelona, e estive convivendo com ele aquelles dias. Posteriormente estive mais perto dele em 1992 quando me mudei para Roma para realizar meus estudos de teologia. Em 1994 Dom Álvaro faleceu. De 92 a 94 o via quando eu ia trabalhar na sede central do Opus Dei, Villa Tévere. Nunca tive longas conversas com ele, pois eram conversas breves, mas mesmo assim, bastante frequentes. Dom Álvaro era sempre extremadamente carinhoso comigo [sorri al o recordar].

Recordo um dia que D. Álvaro tinha que sair, e eu estava nesse momento para pegar um carro e por alguma razão o motorista não chegava. D. Javier estava um pouco nervoso e eu também.
D. Álvaro nos acalmou e nos disse para não nos preocuparmos que em seguida chegaria. Sempre era desta manera, transmissor de paz e serenidade.

“Dom Álvaro tinha a África em seu coração. Sob seu impulso o Opus Dei começou em países como Costa do Marfim, Camarões, República Democrática do Congo”

Dom Álvaro morreu 5 anos antes que começasse o trabalho na África do Sul mas pôde impulsionar diretamente o trabalho no Quênia, na Nigéria, na Costa do Marfim, etc. Foi o Quênia o primeiro lugar onde o Opus Dei começou a trabalhar na África?

Hospital Monkole

D. Álvaro tinha a África em seu coração. Sob seu estímulo o Opus Dei começou em países como Costa de Marfim, Camarões, Rep. Democrática do Congo (antes Zaire). Quênia foi o primeiro país africano em 1956 pelo desejo de e com as orações de São Josemaria. Dom Álvaro impulsionou muitos projetos na África. Fui testemunha do estímulo que deu para a construção de Monkole Hospital em Kinsasha. Também da ampliação de Strathmore College em Nairobi, que passou de escola de Habilitação em Contabilidade para universidade e hoje em dia tem mais de dez licenciaturas e uma escola de Negócios.

Professor David Sperling, com o qual estive em Londres.
Um dos fundadores do Stratmore University, deixou sua cidadania americana pela queniana.

Como se vive em Joanesburgo a peregrinação à beatificação e a devoção ao futuro beato?

Estamos vivendo o dia a dia dos preparativos. Formamos um bom grupo, a decisão de ir foi tomada no mês de maio, que foi quando se compraram mais de 50 bilhetes: vamos por volta de 70 pessoas, mais outros que aparecerão no último momento. São pessoas que foram se animando pouco a pouco. O que fizeram os peregrinos foi comprar a biografia de Dom Álvaro, e realmente as pessoas estão aprendendo coisas: percebes que pelas perguntas que fazem é porque leram a biografia do futuro beato e valorizam sua santidade. É muito bonito.

A igreja da África e a igreja em Joanesburgo, Católica e também a nãoo católica de diferentes confissões cristãs, como se aproximam da figura do novo beato como personagem cristão destacado?

O mundo católico da África do Sul é muito pequeno, uns 6% da população. Destes, muitos estão em lugares que eu não cheguei, mas sim pela ação do Espírito. Todos os bispos sabem sobre a beatificação, mas em nível geral o conhecimento do evento não é geral.

Como é o trabalho apostólico em Joanesburgo, com os ricos e com os pobres? Joanesburgo é a cidade da África com mais multi-milionários, e por sua vez estão os homens em espiral. Como está o Opus Dei disposto a chegar a uns e outros?

O Opus Dei não é para ricos ou para pobres, é para todos: para ricos e para pobres. As atividades são dirigidas a pessoas de toda classe e condição social e logicamente há pessoas que participam do trabalho do Opus Dei e que têm meios econômicos e outros que têm menos. Em qualquer caso em todos há que despertar a responsabilidade social.

Os programas de Soweto e Mamelodi são uns programas que tocam muita miséria: por exemplo nós quando estamos com estes garotos temos que lhes dar de comer. Se não lhes der de comer não virão. Os adolescentes vêm também,mesmo que exclusivamente, porque comem. Mas também como se trata de uma atividade que vai das três às cinco da tarde, ali dentro deves colocar merenda, e uma merenda que seja generosa. Não um copo de leite e um biscoito, isso não.

“Na África do Sul há um fracasso educativo muito grande: os jovens acabam o colégio, o curso com um nível baixo e há muito fracasso universitário”

Bem, o mesmo acontece nos países onde também se mistura terceiro e primeiro mundo, como Argentina, onde em muitíssimos colégios públicos o alimento mais substancioso ou o único leite que bebem é no colégio ao chegar.

Neste sentido podemos dizer que estamos chegando às “periferias existenciais” das quais fala o Papa Francisco. Estamos tocando bolsões de pobreza. Com os ricos, nas camadas altas custa mais chegar; e custa mais chegar porque já lhe disse que a porcentagem de católicos é pequena e há pouco conhecimento da fé e da Igreja Católica. Bom, pouco a pouco, se estiver no país vais conhecendo pessoas que são muito ricas; como disse, em Joanesburgo há milionários e bilionários. Custa que apreciem o valor dos projetos que apresentas. Os projetos aqui estão calculados para o número de pessoas que se beneficiarão. Mas não pela qualidade intrínseca do projeto. Existe um fracasso educativo muito grande: os jovens acabam o colégio, o curso “matric” (matriculation) -o último ano do bacharelado-, nome que também recebe o título que obtêm, com um nível baixo. Existe muito fracasso universitário, garots procedentes de escolas nos lugares marginais: entram na universidade e ficam estagnados.

Esta é uma preocupação muito grande, e nós desenvolvemos algum projeto nesta linha, tentando ajudar estes garotos para que quando cheguem na universidade não seja para eles uma barreira; não seja um muro que não podem ultrapassar. Estamos preparando-os não só com um nível científico-acadêmico mas oferecendo-lhes uma boa formação humana. Parte desta preparação é que creçam em auto-confiança, pois muitos jovens se encontram complexados. Direi-te que há garotos na universidade que não têm onde dormir; alguns dormem na biblioteca, e assim não se pode fazer uma carreira: é muito difícil fazer uma carreira dormindo na biblioteca e comendo o que os outros te dão pois o Estado lhes dá uma bolsa que cobre só a matrícula.

Tens que pensar que as primeiras eleições livres foram em 1994. Até 1994 não se sabia o que aconteceria com este país. Era o fim de uma era, do “apartheid”, e o começo da época democrática com muita tensão. Foi um momento em que muita gente, muitos brancos, deixaram o país. Então pensavas o que aconteceria aqui, como acabaria tudo? A transição deste país foi um milagre.

O Opus Dei começou na África do Sul quando exista um mínimo de garantia de paz social, não ausência de criminalidade porque onde existem tantas diferenças sociais sempre haverá insegurança. Então chegou o momento, quando o Prelado já era Mons. Javier Echeverria, que pôde começar um trabalho estável.

Dom Álvaro sempre tevo a ideia de começar em seguida quando houvesse um mínimo de garantia. Na realidade o primeiro a falar em começar na África do Sul foi São Josemaria: quando o cardeal de Cape Town, Owen Mc Cann o visitou nos anos 60 e lhe pediu que o Opus Dei começasse na África do Sul. Naquele momento não havia pessoas disponíveis: se acabava de começar no Quênia, e na Nigéria.

Dom Javier Echeverria, o atual Prelado, nos está recordando continuamente que a África do Sul estava na mente de São Josemaria. Teria sido melhor se tivesse podido começar nos anos 80 mas Mandela estava na prisão e havia uma tensão grande no país. De fora da África do Sul somente se via o “apartheid”, havia uma condenação internacional por causa desta situação.

Tem a África do Sul alguma responsabilidade cara ao resto da África?

África do Sul tem muita responsabilidade. Todos os países da África estão olhando a África do Sul e a África do Sul é a Terra prometida, em especial Joanesburgo, que é uma cidade muito cosmopolita. Principalmente vê-se muitos zimbabuenses, moçambicanos, malawis, etc. Gente de toda parte, de todos os países da África querem vir para a África do Sul, instalar-se aqui: o nível de vida é muito mais alto e, apesar das dificuldades, há ainda mais oportunidades que no resto dos países da África.

Gauteng, a província onde está Joanesburgo e Pretória representa 60% da economia da África do Sul. Isso é muito, tem uma malha viária e uma infra-estructura de país do primeiro mundo. Há outras províncias nas quais a malha viária é precária e a infraestrutura muito básica, por exemplo Western Cape. Mas sim, é verdade, todos os países na África olham para seus vizinhos do Sul.

Por outro lado é preciso analisar muito bem a situação e ser prudente porque a mesma caridade te mostra que não podes alongar mais o braço que a manga. A África do Sul tem muitos recursos naturais mas também necessita manter uma ordem, manter uma política, um balanço; uma política de imigração que sem ser injusta proteja o bem comum.

Projeto TOT da fundação Kianda, para a promoção da mulher africana, promovido pelas mulheres do Opus Dei

Um dos grandes problemas da África do Sul é o relacionado com a família. A família está completamente destruída; não existe. Para construir um país, se não tens a família como base, é muito difícil educar com valores. É muito difícil criar uma classe média que tenha formação cultural e valores: há muitas coisas que se podem mudar mas requer qualidade humana em todos os níveis para que as pessoas possam fazer.

Tens pensado na possibilidade da formação à distância, em colaboração com trabalhos já desenvolvidos em outras partes do mundo; em MOOCS (Massive Online Open Courses)?

Aqui na África do Sul existem as universidades públicas tradicionais, e também está a UNISA, a universidade maior da África do Sul: uma universidade à distância que conta com 200.000 estudantes, um monstro.

Nós contemplamos projetos futuros deste tipo de universidades por exemplo na Austrália, ainda que o êxito não esteja assegurado. Necessitas o contato humano no final do dia.

Alguns membros do Opus Dei junto com outras pessoas têm projetos de começar cursos de liderança baseados em valores humanos: o de gestão, a família, o entorno social, etc.

Não me perguntou nada do tema mulher mais a discriminação que existe aqui na África do Sul a respeito da mulher, é uma coisa que chama a atenção quando chega aqui. Pessoalmente me resulta embaraçoso, a mim me dá vergonha.

Reduz-se às classes chamadas tradicionalmente baixas, ou também a média e alta?

Isto acontece com a baixa e com a média. O homem da classe média pensa que têm direitos sobre a mulher: não necessita ir ao último rincão da África do Sul para encontrar abusos.

Entre a população cristã, ocorre também isto?

Desgraçadamente sim.

“A África do Sul é um país incrível, vale a pena dar tudo para transformá-lo, porque dando a vuelta na África do Sul você dá a volta na África”

O trabalho com mulheres do Opus Dei é equilibrado.

As mulheres do Opus Dei trabalham no mesmo tecido social da África do Sul que trabalham os homens. Ambos encontram os mesmos desafios.

A África do Sul é um país fascinante, e ao ver todas as possibilidades que existem para transformar o país, uns trabalham com otimismo e esperança: ou seja, que dentro de todas as coisas negativas, ao ver tudo o que tem aqui, fica com vontade de lançá-lo como uma meia; não podemos ficar só nos 6 % de católicos. Como vamos levantar pela manhã se vemos só as dificuldades? Pois te digo uma coisa, é um país incrível, é um lugar onde vale a pena dar tudo para transformá-lo, porque dando a volta na África do Sul dá a volta na África.

Causaria furor na igreja católica a ascensão à cátedra de Pedro de um Papa africano?

O futuro da igreja não é a África como me insinuou. O futuro da África está em seguir adiante mas não é porque a Europa olhe a África: já há sacerdotes africanos que trabalham na Europa por falta de sacerdotes europeus mas o futuro da Igreja está na Europa e América. Na África a Igreja ainda necessita o exemplo e modelo da Igreja na Europa ou América para bem ou para o mal.

Um Papa africano será uma coisa boa para a África quando chegar, um Papa que esteja aberto aos pobres. Mas, melhor que o Papa Francisco não teremos: e, é porque o Papa Francisco se esqueceu da África? Não, o Papa Francisco não se esqueceu da África. E João Paulo II não se esqueceu da África: 46 viagens fez ao continente. Mas não podemos passar a bola para a África, não podemos tapar os olhos. A África tem que se levantar antes.

Existe demasiada abundância de ritos mágicos, de materialismo?

A África tem que progredir, tem que seguir seu passo e seguir seu ritmo e somente então o que o Papa denuncia com tanto acerto de que se abrir a brecha entre ricos e pobres se conseguirá fechar um pouco. África tem que se salvar a si mesma e por si mesma. Não pode esperar que a solução cultural e social venha de fora. Tem que levantar o nível cultural, social e econômico de toda África. Também a Igreja e seus ministros tem que ser cada vez mais preparados.

Os ritos mágicos pertencem à tradição cultural do país e do Continente. Nós temos que perceber, sem desprezar nenhum traço da cultura dos povos e conservando tudo de bom que têm, que em muitos casos são uma dificuldade para o desenvolvimento pessoal e livre.

http://www.forumlibertas.com/frontend/forumlibertas/noticia.php?id_noticia=31019

O menino que com sua enfermidade converteu muitas pessoas.

aleteia.org

O menino que com sua enfermidade converteu muitas pessoas
Várias correntes de oração, de 72 horas contínuas, que muitas pessoas se uniram para rezar por 15 minutos, e as mais de 23 mil “Ave-Marias” que se ofereceram pela saúde de Mateo

SIAME

Ainda não tinha completado seus três aninhos, quando a vida surpreendeu Mateo. Seus pais, Malena Canales e Armando Vazquez, nunca imaginaram a batalha que enfrentariam, depois que no passado 18 de janeiro, enquanto brincava no parque, o pequeno lhes disse: “Está doendo minha barriguinha, quero vomitar”.

Esse mal estar, que parecia simples –sobretudo em um menino são– em poucos dias se converteu em um devastador diagnóstico: “Hepatoblastoma”, um tumor cancerígeno que se tinha se apoderado praticamente de todo o fígado, com risco de se propagar nos pulmões, e a a vida do menino estava pendurada por um fio.

A notícia afetou gravemente seu matrimônio; seu único filho tinha câncer, “ podia morrer”, mas tinha faz algo. “Nós não éramos muito apegados à religião, mas quando nos confirmaram o diagnóstico, decidimos por-nos nas mãos de Deus e da Santíssima Virgem; pedimos que nos levasse adiante, que nos acompanhasse no caminho e nos permitissem ter Mateo por muitos anos mais”, relata Malena.

Tomados pela mão de Deus e da Virgem, encontraram a força para enfrentar os seis meses que durou a difícil batalha para vencer o câncer de Mateo, que hoje é uma feliz realidade.

Com lágrimas nos olhos, Malena compartilha alguns dos momentos mais difíceis, desde os inumeráveis estudos clínicos a que foi submetido o pequeno, até as seis quimioterapias que recebeu para diminuir o tumor, cujos efeitos quase lhe custam a vida.

Porém isso era só o princípio, porque mesmo conseguindo reduzir o tamanho do tumor, Mateo necessitava de um trasplante de fígado, porque em princípios de julho foi submetido a uma cirurgia para receber um pedacinho do fígado sadio que lhe doou seu próprio pai.

A operação, em que participaram 27 médicos, durou 15 horas, com risco de morte para Mateo e seu papai. “Rezei muito. Meu esposo, graças a Deus, saiu bem, mas Mateo ficou no centro cirúrgico. Quando saiu, o levaram para a terapia intensiva, conetado a mais de 12 tubos, pálido, frio, com uma hemorragia muito forte e a advertência de que podia morrer essa noite; senti que não podia mais. Nesse momento disse ao Senhor: ‘sustenta-me, e se meu filho sair desta, será para glória tua’”.

Malena reconhece que houve momentos de dúvidas: “às vezes, quando alguém me dizia ‘que se faça a vontade de Deus’, sentia como se fosse uma grosseria, porque nos custava muito compreender que a vontade de Deus é boa, que nunca faz nada para nos fazer sofrer, e mesmo Ele nos levando até o fundo, pouco a pouco nos ia tirando; então dizíamos ‘perdoa-nos por fraquejar’”.

Mateo e seus papais nunca estiveram sozinhos, “o amor de Deus se mostrou no rosto da família e amigos, amigos dos amigos, e em pessoas que nem conhecemos”, explica Malena ao se referir às várias correntes de oração, de 72 horas contínuas, que muitas pessoas se uniram para rezar por 15 minutos, e as mais de 23 mil “Ave-Marias” que se ofereceram pela saúde de Mateo.

“Nos chegam e-mails de pessoas de toda parte, contando-nos como a história de Mateo mudou suas vidas, agradecendo ao meu filho porque lhes ajudou a saber que Deus existe; gente que nos disse ‘eu não sabia rezar o Rosário e agora o faço diariamente por Mateo’”, acrescenta.

“Porque Deus nos Ama”

É a resposta contundente que Malena e Armando têm para a pergunta: ‘porque nós?’, que tantas vezes se fizeram durante o processo. “Hoje temos claro que Deus nos ama tanto que permitiu que todo isto acontecesse para nos salvar como família, porque nosso matrimônio estava um pouco desgastado, e agora somos muito mais unidos, oramos juntos, temos um plano de vida os três, nos demos conta de como vivíamos mal nossa religião”.

“Mateo foi o instrumento de Deus em tudo isto; ele conseguiu unir em oração toda a família e tanta gente mais, nele Deus nos mostrou seu amor infinito e misericordioso, e o seguirá fazendo porque a história de Mateo não termina com o câncer, as pessoas têm que saber que Deus nos ama, e que mesmo nas tormentas, quando diz já não posso mais com o medo, com a dor, Deus sempre está dizendo para você ‘fica tranquila, deixa para mim”, concluiu Malena.

Mesmo com o câncer controlado, nestes dias Mateo regressou ao hospital para receber a última quimioterapia a fim de acabar com qualquer possibilidade de uma metástase.

Conheça mais sobre a história de Mateo e como pode apoiar sua família através do Facebook, na página ‘Ayudemos a Mateo’, e no Twitter: @por_mateo
Artigo originalmente publicado por SIAME

http://www.aleteia.org/es/estilo-de-vida/contenido-agregado/el-nino-que-con-su-enfermedad-convirtio-a-muchos-5897402556874752

Adotaram uma criança especial, e pedem que se fomente a acolhida para fazer frente ao aborto.

alfayomega.es

Adotaram uma criança especial, e pedem que se fomente a acolhida para fazer frente ao aborto

Notícia digital – 24 de julho 2014 – alfayomega.es

«É tremendo» o que o dano psicológico que um filho com incapacidade possa provocar em seus pais «possa ser suficiente para truncar uma vida».
No entanto, «escandalizar-se mas não fazer que se torne uma carga pesada o drama pessoal nos parece uma posição ideológica, estéril e até contra-producente».
Falam Juan e Clara, um casamento que há dez anos abriu sua casa para Peter, um menino de 14 meses com espinha bífida. Peter é incontrolável, e esse foi o título do curta metragem sobre ele que inaugurou ‘Tsunamis da vida’, uma série de vídeos realizados por um grupo de universitários para refletir sobre o valor da vida (pode se ver aqui:

http://www.alfayomega.es/noticias_digital/2014/05/20140507_videoTsunamisdevida.php

Nesta entrevista, seus pais refletem sobre a incapacidade como possível motivo para abortar

Muita gente diz: «São admiráveis as famílias que não abortam quando seu filho vem com uma incapacidade, mas não é algo que se possa obrigar a alguém». Como responderiam a isto, com sua experiência?

Nossa experiência é que uma pessoa com incapacidade pode ter uma vida digna e feliz e pode constituir, também, uma presença de grandíssima ajuda para tantos, o que descobrimos em uma pessoa assim é uma esperança para nossas próprias penas, dores ou tristezas. Isto temos aprendido em casos próximos, alguns deles podem ver nas histórias de ‘Tsunamis da vida’.
E também temos a experiência pessoal que no caso que os pais biológicos de uma criança incapacitada se vejam sem forças para enfrentar seu cuidado, existem famílias que estão dispostas a acolhê-los, pudendo ter assim uma vida igualmente digna e proveitosa.

Se as instituições sociais e a Administração dedicassem só uma pequena parte das energias e recursos empregados para outros fins em ajudar, estimar publicamente e fomentar decididamente a acolhida destas crianças em suas famílias biológicas ou em outras de acolhida, estou convencido que muitas mulheres que planejam abortar lhes seria aberta uma alternativa mais libertadora que a que se oferece hoje em dia como única saída razoável.

Como reagem diante da ideia de que a vida de Peter pudesse estar sujeita a danos psicológicos que causaria a sua mãe biológica?

É verdade que se parar para pensar é tremendo que um motivo assim possa ser suficiente para truncar uma vida. Por outro lado, escandalizar-se pelas leis permissivas como o aborto mas não fazer conta do drama pessonal que as pessoas de hoje em dia, tão carentes de certezas na vida, significa que cuidar de uma criança com deficiência, nos parece uma posição ideológica, estéril e até contraproducente.
O problema no fundo não é legal mas cultural não há nenhuma lei que seja capaz de mudar na raíz os motivos que geram o temor, o medo ou indiferença para com a vida. Em última instância só a experiência de saber-se querido sem condições impulsiona alguém a acolher também sem condições.

Contudo, em casa não damos muitas voltas a tudo isto, na verdade. Predomina mais o agradecimento aos pais de nosso filho por ter-lhe tido.

Que diriam ao Governo, diante da possibilidade de que aprove o aborto eugenésico pela porta de trás?

Que todos seus membros e os deputados se esqueçam por um momento de posições ideológicas e dediquem um tempo tranquilo para ver os vídeos dos ‘Tsunamis da vida’, que não são mais que uma pequena amostra dos milhares de casos, que existem em nosso país, em nossas ruas, que mostram a dignidade da vida de um deficiente e das possibilidades que se podem oferecer para uma mãe que não consegue ser capaz de trazê-los ao mundo e cuidá-los.

E que depois mantenham esses casos em seus olhos e em sua memória quando voltarem ao seu trabalho legislativo, recordando que se mesmo que as leis, como temos dito antes, não sejam a raiz da solução do problema do aborto, são importantes para favorecer certa mentalidade e para criar condições objetivas de ajuda às mães que se encontram sozinhas diante de uma gravidez não desejada e às famílias para acolherem a vida.

M.M.L.

http://www.alfayomega.es/noticias_digital/2014/07/20140724_TestimonioPeter.php

Mark Wahlberg, agora um fuzileiro naval em «O único sobrevivente», vai à missa duas vezes aos domingos.

ReligionenLibertad.com

Mark Wahlberg, ahora un Navy Seal en «El único superviviente», va a misa dos veces los domingos
Mark Wahlberg, agora um fuzileiro naval em «O único sobrevivente», vai à missa duas vezes aos domingos

Carmelo Lopez-Arias / ReL – 1 janeiro 2014 – religionenlibertad.com

O único sobrevivente é baseado em uma história real.
O ator Mark Wahlberg se declarou católico fervoroso na revista Time

Um dos grandes filmes do ano, ‘O único sobrevivente [Lone Survivor], estreou na Espanha em 1º de janeiro. Dirigido por Peter Berg, conta uma história real sucedida no Afganistão em 2005. Quatro fuzileiros, da unidade de elite dos marinheiros, foram encarregados de eliminar um chefe taliban. O cumprimento da missão exigirá aos membros do comando dar o melhor de si mesmos, em uma prova de patriotismo e irmandade (ver abaixo o trailer).

Mark Wahlberg, de conhecidas convicções católicas, é o protagonista do filme, e em uma das entrevistas de promoção não duvidou em reafirmar sua fé quando o interrogaram por isso.

A fé “é a parte mais importante de minha vida. Não forço ninguém a ela, nem tento ocultá-la”, declarou ao Parade. E esta é sua resposta quando perguntam a ele como passa os domingos: “Se as crianças foram boas, compro donuts às 6:30 da manhã e digo para deixarem a mamãe dormir. Então vou à igreja às 7:30, e quando volto todos estão tomando o café da manhã. Depois, se as coisas não estiverem demasiado agitadas, volto para a missa das 10:30. Mas se algum dos meninos saiu, vamos vê-lo. É um bom dia para estar em família”.

Mark acabou de demonstrar como são importantes para ele os quatro filhos que tem com a modelo Rea Durham, com quem se casou na Igreja em 2009, depois de oito anos de convivência, depois de sua conversão. Em junho passado o ator, de 42 anos, tirou seu título de bacharelado, estudo que deixou em sua juventude, rebelde e cheia de problemas inclusive com a lei. Mesmo tendo a vida resolvida e para nada necessitava desse papel, quis fazê-lo por uma única razão, como explicou a People: “Não quero que meus filhos me digam: ´Você não fez, por que eu tenho que fazer?´ Todas as coisas que quiserem fazer no futuro exigem educação”.

Obter o título, além disso, foi para ele “um grande alívio”, pois teve que ir, entre outras aulas de seu velho instituto, as de matemática: “Perguntei-me: ´ Por que não fiz quando estava aqui? É muito mais difícil ter que voltar já quarentão para resolver todos estes problemas´”.

Também brinca comentando que com esses conhecimentos de matemática levará melhor seus negócios. Além de interpretar, Wahlberg produziu ‘O único sobrevivente, pois há anos combina sua faceta de ator com a de produtor. Sem faltar ao preceito dominical, isso sim. Por participação dupla se for preciso.

 o único sobrevivente

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http://religionenlibertad.com/articulo.asp?idarticulo=33105

Uma história sobre a poderosa ação protetora do Anjo da Guarda.

 Aciprensa.com

HISTÓRIAS URBANAS

Salva por um anjo

Uma história sobre a poderosa ação protetora do Anjo da Guarda

Um dia saí muito cedo de casa para deixar meu filho na casa de minha mãe. Ia dirigindo por uma avenida principal; tinha pouco tráfego e tudo estava bastante tranquilo. Sempre peço ao meu Anjo da Guarda que me ajude a dirigir corretamente meu veículo, e essa manhã meu Anjo se lembrou de meu pedido.

Um táxi que ia na pista esquerda, de maneira intempestiva chocou contra um poste e o derrubou. Eu me distraí vendo como tinha ficado o carro e não me percebi que o poste ia cair sobre meu carro. Nesse momento, a única coisa que lembro é que senti um peso sobre meu pé direito, o qual tinha no acelerador e o carro deu um tremendo arrancão.

Foram segundos, instantes que me salvaram a vida pois se o poste tivesse caído sobre sobre o para-brisas, tanto meu filho como eu teríamos tido lamentáveis consequências.

Estou certa que o Anjo que nos acompanha todas as manhãs foi quem empurrou meu pé. Por isso é importante não esquecer dos nossos “anjos da guarda” pois sempre estão velando por nós.

Nelda Villanueva

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Fala Don Sante Babolin, o exorcista de Pádua: «Em um exorcismo o diabo me disse com raiva: Não suporto que se amem!»

ReligionenLibertad.com

Fala Don Sante Babolin, o exorcista de Pádua: «Em um exorcismo o diabo me disse com raiva: Não suporto que se amem!»

Habla el exorcista de Padua: «En un exorcismo el diablo me dijo con rabia: ¡No soporto que se amen!»

Don Sante Babolin

Roberto I. Zanini/Avvenire- 4 maio 2014-religionenlibertad.com

«Não duvidei nunca da existência do diabo e de sua influência no homem; mas desde que sou exorcista entendi o que significa verdadeiramente. O Maligno é capaz de destruir culturas, de destruir povos. Tem inveja do homem, inveja sobretudo sua capacidade de amar. Por causa desta inveja, muita gente sofre. Eu ensinei Filosofia na Faculdade Gregoriana durante mais de trinta anos. Quando voltei à Pádua, para minha diocese, o bispo Antonio Mattiazzo me confiou este ministério. Em sete anos eu atendi mais de 1300 pessoas com trastornos da alma mais ou menos graves. São homens e mulheres só da diocese porque eu decidi, de acordo com meus superiores, não acolher pedidos que venham de fora da diocese. Em parte porque não poderia e, em parte, porque é importante que os bispos compreendam a urgência do problema e não descuidem de nomear exorcistas».

Emergência pastoral
O que descreve Dom Sante Babolin, ordinário emérito de Filosofia com dezenas de publicações, é uma verdadeira emergência pastoral. Assim a define o mesmo. Seu último livro, que nasceu de sua experiência como exorcista em Pádua (L’esorcismo. Ministero della consolazione, Exorcismo, Ministério da consolação – ndt-), se apresenta como um manual de extraordinária eficácia, capaz de dar uma leitura do problema em cada um de seus aspectos: atento às urgências espirituais, sem mistificar a realidade e sem cair no sensacionalismo.

- No prólogo você fala, com o filósofo Maurice Blondel, que “a verdadeira filosofia é a santidade da razão”.
– É o argumento decisivo. Quando era professor (durante 40 anos: 7 no seminário de Pádua e 33 na Gregoriana), meu objetivo era unir a cátedra (a razão) com o altar (a oração), sem sobrepô-las, e considerei o ensino como um ministério. Agora que estou sempre ancorado ao altar sei que tenho que seguir usando a razão, o único instrumento que o homem possui para exercitar seu obrigado discernimento.

- E a santidade?
– Está no amor à verdade e no apego a Cristo, único exorcista; por isto, o único exorcismo é a Cruz, que venceu definitivamente o Maligno. Cristo é o novo Adão, arquétipo da humanidade nova, junto a sua Mãe, a Bem-Aventurada Virgem Maria, nova Eva, em uma relação de amor autêntico.

- O amor é buscado e vivido através da razão, ou seja, em total contraste com a cultura de hoje, que se inclina ao domínio dos sentidos.
– A cultura de hoje corre seriamente o perigo de permanecer sempre na superfície. Apreciam-se as sensações, se colecionam belas experiências… Mas não se raciocina. O tempo dedicado ao discernimento é mínimo. E isto é um problema.

- Um problema? Mas se as pessoas elogiam a espontaneidade, as coisas feitas seguindo…
– E não percebem que desta maneira a liberdade desaparece, enquanto a raíz da liberdade está na razão. A liberdade é a razão da razão, porque está na escolha, como sustenta Blondel em sua obra principal, L’Action (A ação, -ndt-), influenciada pelo De Consideratione de São Bernardo, que vê na liberdade do homem a imagem de Deus. Portanto, diminuir a razão quer dizer diminuir a liberdade, e significa ser irresponsáveis pela realidade em que vivemos, em aras do imediato, do “me apetece…”.

- É a ideologia da publicidade, dos meios de comunicação, das redes sociais.
– E dos jovens, mas cada vez mais também dos adultos, que dizem: “Se me apetece o faço”. Mas a lei, a livre convivência civil não se funda sobre o “me apetece”. Se há um compromisso não tenho que esperar que “me apeteça”. Vai nisso minha dignidade de ser humano. Tudo está vinculado: razão, liberdade, dignidade.

- Dignidade?
– Exato: dignidade. Porque a dignidade está vinculada à liberdade. Minha dignidade de ser humano se exercita no uso da razão, do discernimento, na consciência de saber o que sou: uma síntese perfeita da matéria e espírito. A santidade equivale à assinatura de subscrição: me reconheço nesse ser sagrado que sou.

- Mas temos dito que a vida de todos os dias vai sempre por outros caminhos.
– É típico do diabo afastar-nos da plenitude de nossa identidade de seres humanos. Sua arma mais sutil é a confusão, porque já não se sabe onde está a direita e onde está a esquerda, como às pessoas de Nínive, às quais foi enviado Jonas. Eu aprendi que quando há confusão o Maligno está sempre atuando. A outra arma é a sedução, a atração pelo imediato, pelo qual se encontra facilmente, pelo “tudo já, agora” e sem esforço. Mas não podemos ser livres se estamos dominados pelos sentidos e pelo instinto.

- Existem quem exalta o instinto como o que nos une à naturalidade.
– O instinto é o que temos em comum com os animais. Mas o ser humano é chamado a questionar as coisas segundo a razão. Não é escravo do instinto. É livre para dar cada dia uma resposta ao amor de Deus que se derrama sobre ele… A verdadeira liberdade se age amando. Somos livres para amar, não somos livres para ser livres.

- Como você explica em seu livro, cada vez que amamos, o diabo é derrotado?
– O Maligno sente-se incomodado pelo amor humano. Em um exorcismo o diabo me disse com raiva: “Não suporto que se amem!”. Referia-se a um casal casado. Isto me fez refletir muito sobre o papel fundamental do matrimônio. As armas que temos contra o demônio são duas: a oração, ou seja, a relação de amor com Deus Pai, e o amor pelo próximo.

O matrimônio é o sacramento do amor. Por esta razão o diabo quer destruí-lo. E muitos problemas se superam com um ato de perdão, que é um amor incrementado, que deixa “louco” ao diabo.

- Hoje, onde se esconde melhor o diabo?
– Diria que no que era o centro do pensamento grego e que está na raíz do mundo ocidental, ou seja, a dialética do logos, a distinção entre verdadeiro e falso, entre o bem e o mal: hoje, o diabo tem mais fácil o caminho para tentar aniquilar esta característica essencial do homem que quer ser livre.

Também por causa da influência de ideologias do tipo oriental (new age) se está afirmando com predomínio um modelo de pensamento analógico, ou seja, fundado sobre a verosimilhança, não sobre a verdade. Desta maneira se facilita a desorientação, se privilegia o pensamento líquido, a ciência se converte em escrava da técnica por que tudo o que é tecnicamente factível se converte em cientificamente válido… E, como temos dito, onde não existe um livre uso da razão não pode haver amor e o diabo tem o campo livre.

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Testemunho de uma mãe que perdeu as pernas para salvar seu filho de um incêndio.

aleteia.org/es

«Beijei-o, lhe disse que lhe queria e saltei com ele pela janela».

Testemunho de uma mãe que perdeu as pernas para salvar seu filho de um incêndio
Alfa y Omega – 20/05/2014

Christina Simões, uma jovem de 23 anos do estado de Massachusetts, ficou paraplégica ao saltar de sua casa – terceiro piso- para salvar seu filho de 18 meses das chamas. Não poderá voltar a caminhar, mas afirma que não lhe ocorreu melhor forma de dar sentido a sua vida que salvando seu pequeno. Deu- lhe a vida, pela segunda vez…

«Beijei-o, disse que lhe queria e saltei com ele pela janela». A jovem Christina Simões viu claro o que tinha que fazer ao ver que as chamas e a fumaça invadiam sua casa. Ela e seu filho Cameron, de 18 meses, ficaram presos após um terrível incêndio no edifício em que viviam. Não podia continuar esperando que chegasse ajuda, e entendeu que a única saída possível era a janela.

Pegou o menino nos braços e saltou de costas. Mais de dez metros de queda que tratou de amortecer só com os pés para, com os braços, protegendo seu filho. O pequeno saiu ileso, mas ela rompeu várias vértebras e, de imediato, perdeu a sensibilidade nas pernas. Arrastou o pequeno fora do alcance dos escombros incendiados que começavam a cair e, pouco depois, os dois eram levados ao hospital.


Após uma primeira cirurgia de mais de seis horas, a jovem foi estabilizada e começou um longo processo de recuperação e reabilitação, sempre acompanhada de seu pequeno. Agora, junto com Cameron e seu pai, começa uma nova vida muito diferente da que levava poucas horas antes do incêndio, mas para ela repleta de sentido: «Voltaria a fazer, é claro. Toda a dor que tenho que passar agora tem sentido ao ver meu filho correr são e salvo», dizia às câmeras de televisão que fizeram eco de sua história.

Sua família e seus amigos se mobilizaram em busca de fundos para os jovens pais, que não tem um seguro que cubra os elevados gastos derivados da nova situação de Christina. Mesmo muitos a qualificando de heroína, ela pontualiza: «Só sou mãe».

Artigo publicado originalmente por Alfa Y Omega

http://www.aleteia.org/es/salud/contenido-agregado/le-bese-le-dije-que-le-queria-y-salte-con-el-por-la-ventana-5260985048760320

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