O Bispo Dom Eugênio Scarpellini, Secretário Geral da Conferência Episcopal Boliviana, considerou um insulto à dignidade humana a distribuição indiscriminada de preservativos no Carnaval.

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SECRETÁRIO GERAL DA CONFERÊNCIA EPISCOPAL BOLIVIANA

Mons. Scarpellini considerou um insulto à dignidade humana a distribuição indiscriminada de preservativos no Carnaval

O secretário geral da Conferencia Episcopal Boliviana (CEB), Mons. Eugenio Scarpellini, considera que é um insulto à dignidade humana a entrega de preservativos no Carnaval, cada vez que se aceita como «incontrolável» os instintos do ser humano. Em sua homilia da Basílica de São Francisco em La Paz, ele também é bispo da Diocese de El Alto disse que não se pode aceitar que o único remédio para os atos imorais, ocasionados pela bebida em tempos de Carnaval, seja a distribução de preservativos.
16/02/15

(Los Tiempos/InfoCatólica) «Permitam-me umas palavras sobre os dias de Carnaval que estamos vivendo, seguramente são dias de festa, de alegria, de encontro entre irmãos, como tal é bom, porque nos permitem crescer na fraternidade, mas nestes dias não podemos ocultar e lamentar os excessos de bebida e de imoralidade, tampouco podemos aceitar que o remédio seja só, desculpem a expressão, distribuir preservativos, aceitando como incontrolável a primazia do instinto humano, isto creio é um insulto a nossa dignidade humana, a nossa inteligência e consciência», manifestou.
Existem outros caminhos para evitar atos imorais e de violência na sociedade na época do Carnaval, são mais «difíceis», mas mais «dignos e respeitosos pela pessoa», por exemplo «o caminho da educação sobre o valor da sexualidade».

Respeito à mulher
«O respeito e a valorização da outra pessoa, de maneira especial da mulher, a concientização sobre os danos que provocam os excessos de bebida, a aplicação séria e eficaz dos controles estabelecidos pelas leis e pelas normas. Estes são caminhos que darão frutos, mesmo sendo mais difíceis», continuou.
Nos dias anteriores, o Ministério da Saúde anunciou a distribuição, por causa da festa de Carnaval, de 2 milhões de preservtivos a fim de evitar gravidezes não desejadas e a transmissão de enfermidades sexuais.
Leprosos modernos
Por outro lado, Mons. Scarpellini disse que atualmente a sociedade criou «leprosos modernos», parecidos aos existentes na época de Jesus, e que eram excluídos e desterrados em cavernas para evitar contágios.
«Nós somos tão habilidosos de maneira negativa que estamos criando novos leprosos…aprovamos a rejeição para as pessoas adictas ao álcool, a droga ou enfermos de HIV, nos dão medo, sentimos que é melhor afastá-los da sociedade, não expô-los à vista de todos, isolá-las em centros», disse ao agregar que entre estas lepras também estão a discriminação, os abortos clandestinos e a violência.

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