A Missa é uma Ceia ou um Sacrifício?… fácil de entender por todos. Seguramente você é uma das tantas pessoas que ouviu falar alguma vez de que a Missa é um Sacrifício, mas nunca terminou de entender a que se refere exatamente.

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A Missa é uma Ceia ou um Sacrifício?… fácil de entender por todos

Miguel Angel Yanez – 6 março, 2015

[Inauguro con este artigo uma série de pequenos textos “fáceis de entender por todos”. Não temos nenhuma pretensão de exibir uma teologia completa dos temas tratados, mas simplesmente aproximar das pessoas que não entendem alguns conceitos a compreensão dos mesmos com uma linguagem franca, simples e clara.]

Seguramente você é uma das tantas pessoas que ouviu falar alguma vez de que a Missa é um Sacrifício, mas nunca terminou de entender a que se refere exatamente, porque o que geralmente é visto na Igreja recorda mais a uma espécie de ceia, que um ato sacrificial e misterioso dirigido a Deus: o sacerdote em torno de uma mesa vendo os comensais enquanto dá as costas a Deus no Sacrário, muitas vezes acompanhado por canções, guitarras e proclamações de solidariedade humana.

No entanto a Santa Missa não é principalmente uma ceia, mas um Sacrifício. Na missa participamos e assistimos de forma misteriosa o Calvário onde Jesus se sacrificou em corpo e sangue por todos nós.

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Mas como isto é possível, como assistimos ao Calvário? Isto é num sentido figurado ou é real? Não é em sentido figurado, é absolutamente real. É lógico que custe entender pois falamos de um Grande Milagre sobrenatural que escapa ao perfeito entendimento humano. Por se tratar de por um exemplo que nos sirva -mesmo imperfeito-, imagina por um momento que durante a consagração, Deus, que tudo pode e é dono e senhor do tempo e do espaço, abre atrás do altar uma porta no tempo que nos conecta como se fosse um cabo invisível no mesmo momento do Calvário, onde Jesus está sendo crucificado Sacrificando-se para abrir aos homens a possibilidade da salvação, e esse cabo se conecta por nosso lado misteriosamente com o sacerdote, trasladando e perpetuando esse mesmo sacrifício em suas mãos, que transforma o pão e o vinho no Corpo e Sangue de Jesus no modo de Sacrifício, unindo dessa forma no tempo e no espaço a Missa que assistimos com o Crucificado no calvário.

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Quando estamos ali presentes Jesus, como quando regou com a água e o sangue de seu costado o soldado romano convertendo-o, igualmente rega todos os assistentes bem dispostos com sua Graça infinita.

Então está me dizendo que quando vou à missa estou no mesmo Calvário com Jesus? Não é algo comemorativo ou meramente representativo? Exato, você se transporta fisicamente ali quando o Sacerdote consagra, ainda que de um modo não perceptível por seus sentidos mas nem por isso menos real. A única diferença é que na Missa não há um derramamento de sangue violento, e que Jesus Sacrifica seu Corpo e Seu sangue, não em uma cruz de madeira, mas sob a aparência do Pão e o Vinho, ainda que de forma invisível e conectada por essa porta do tioempo como um todo único e inseparável. Sim, estamos realmente presentes no Calvário junto com Jesus.

Entenderá agora porque devemos mostrar uma grande reverência e que pouco apropriadas são para esse momento certas liturgias, músicas e atitudes que tratam de obscurecer o caráter sacrificial até torná-lo imperceptível. Ali não cabe outra coisa que cair de joelhos prostrados diante de Jesus, acompanhando a Virgem, São João e a Madalena.

“Se alguém disser que na Missa não se oferece a Deus um verdadeiro e próprio sacrifício;ou, que ser oferecido é só porque Cristo se dá como alimento; seja anátema” (Concilio de Trento, Ses. XXII, can. 1).

Miguel Ángel Yáñez
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