Arquivo da categoria ‘Deus é Meu Pai, Nosso Pai

Poupando os filhos do sofrimento e da tristeza

Poupando os filhos do sofrimento e da tristeza

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É um fenômeno da psicologia humana o exagero em questões afetivas. Tendo de amar seus filhos, não escapam as mães a esse fato. Ter uma bondade indulgente, paciente, inesgotável para com os filhos, é exigência de tôda afeição verdadeira e profunda. Mas semelhante bondade não exclui a clarividência. Facilmente o amor materno converte a bondade em fraqueza, que desculpa o indesculpável e o prejudicial. Nem é raro ver uma mãe, num feroz egoísmo, sacrificar tudo e todos pelo filho.

Dizem as mães: somos assim porque queremos ver nossos filhos felizes. Poupamos a eles todo sofrimento e tôda tristeza, porque terão tudo isso de sobra no correr da vida. Justamente isso é uma grande ilusão, leitora. Hoje querem as mães poupar aos filhos pequenos padecimentos e diárias renúncias, para depois lhes multiplicarem os sofrimentos que fazem o quinhão da vida para todos. Suprimindo as duras e pequeninas dolorosas realidades na vida infantil, formam um meio fictício e irreal para a criança. Ninguém aprova o jardineiro que, tendo de plantar uma árvore para ser sacudida pelas tempestades, a cria primeiramente dentro de uma estufa.

A criança acostuma-se a uma vida calma, acariciada, aveludada. Renúncia, contrariedade, dor – tudo lhe é terra desconhecida. De repente a vida muda os bastidores, de repente pega “do filhinho da mãezinha” e atira-o na torrente das lutas e abnegações. Teremos então um náufrago. Cada espinho que mais tarde ferir os pés desta criança, dela arrancará uma praga, uma revolta e, quem sabe, uma maldição para a mãe.

As três chamas do lar – Geraldo Pires de Sousa C.SS.R.

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«O mundo tem que saber que Satanás existe»entrevista com o Padre Amorth

«O mundo tem que saber que Satanás existe»

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O exorcista Gabriele Amorth a Lucifer: «Por que te dá tanto medo João Paulo II?». O demônio responde…

«Eu tive duas respostas distintas, ambas interessantes», relatou o exorcista da diocese de Roma, de 86 anos de idade e uns 70.000 exorcismos em seu trabalho.
( Faleceu em 16 de setembro de 2016 aos 91 anos de idade)

Aciprensa – 18 maio 2011

O Padre Gabriele Amorth, foi sacerdote exorcista da diocese de Roma (Itália) e um dos mais conhecidos do mundo, assinalou ACI Prensa que o agora Beato Papa João Paulo II se converteu, nos últimos anos, em um poderoso intercessor na luta contra o demônio.

A primera coisa que disse na entrevista é que “o mundo tem que saber que Satanás existe”.

Em sua pequena e simples oficina na região sudeste de Roma onde levou a cabo milhares de exorcismos, o sacerdote contou que às vezes invoca a ajuda de santos homens e mulheres, entre os que destaca João Paulo II, beatificado pelo Papa Bento XVI no passado 1 de maio em Roma diante de um milhão e meio de fiéis.

Durante os exorcismos, contou o sacerdote para ACI Prensa, “eu perguntei ao demônio mais de uma vez: ‘por que te dá tanto medo João Palo II?’ E eu tive duas respostas distintas, ambas interessantes”.

A queda do comunismo e a salvação dos jovens
“A primeira, ‘porque desarmou meus planos’. E creio que com isso se refere à queda do comunismo na Rússia e na Europa do leste. O colapso do comunismo”.

“Outra resposta que o demônio me deu foi ‘porque arrebatou muitos jovens de minhas mãos’. Há muitos jovens que, graças a João Paulo II, se converteram. Talvez alguns já fossem cristãos mas não praticantes, e depois com João Paulo II voltaram à prática”.

 Quando o Espírito Santo, seu Esposo, a encontra numa alma, voa e entra nessa alma em plenitude.

Ao ser perguntado sobre o intercessor mais efetivo de todos, o Padre Amorth respondeu a ACI Prensa sem duvidar: “é claro que a Virgem é mais eficiente. E quando a invocas como Maria!”.

Por que te assustas mais quando invoca a Maria?
“Uma vez perguntei a Satanás, por que se assustas mais quando invoco Nossa Senhora do que quando invoco Jesus?’ Me respondeu ‘porque me humilha mais ser derrotado por uma criatura humana do que ser derrotado por Ele”.

O sacerdote disse também que é importante a intercessão dos que ainda vivem através da oração. Os cristãos podem rezar pela libertação de uma alma, um dos três elementos que ajudam neste processo os que somam sua fé e o jejum.

“O Senhor deu a eles (os Apóstolos) uma resposta que também é muito importante para nós os exorcistas. Disse que para vencer o demônio se necessita muita fé, muita oração e muito jejum: Fé, oração e jejum”.

O Padre Amorth disse também que na luta contra o demônio é necessário “especialmente a fé, se necessita muita fé. Muitas vezes também nas curas, Jesus não disse no Evangelho sou eu que te curei. Disse, em vez disso, tua fé te curou. Quer fé nas pessoas, uma fé forte e absoluta. Sem fé não pode fazer nada”.

Os quatro poderes extraordinários do demônio:
O sacerdote membro da Sociedade de São Paulo explicou depois a ACI Prensa que “o diabo e os demônios são muitos e têm dois poderes: os ordinários e os extraordinários”.

“O poder ordinário é a capacidade de tentar o homem para distanciá-lo de Deus e levá-lo ao inferno. Esta ação se realiza contra todos os homens e as mulheres de todo lugar e religião”.

Sobre os poderes extraordinários, o padre Amorth indicou que estes se concentram em uma pessoa específica e existem quatro tipos:

“A possessão demoníaca para a qual se requer um exorcismo, a vexação demoníaca, como a que sofreu reiteradas vezes o Santo Padre Pio de Pietrelcina que era golpeado físicamente pelo demônio; as obsessões que levam a pessoa ao desespero; e a infestação, que é quando o demônio ocupa um espaço, um animal ou inclusive um objeto”.

O sacerdote alertou que estes fatos são pouco frequentes mas estão aumentando. Também manifestou a ACI Prensa sua preocupação por cada vez maior quantidade de jovens que são afetados por Satanás através das seitas, as sessões de espiritismo e as drogas. Apesar disso não se desanime.

“Com Jesus e Maria, Deus nos prometeu que nunca permitirá tentações maiores que nossas forças”, falou.

“Breve guia” para a luta contra o demônio
Finalmente na entrevista o Padre Amorth propôs um breve guia para tomar em conta na luta contra Satanás:

“As tentações do demônio são vencidas primeiro que nada, evitando as ocasiões, porque o demônio sempre busca nossos pontos mais fracos. E depois, com a oração. Nós os cristãos temos uma vantagem porque temos a Palavra de Deus, temos a oraçao e podemos rezar ao Senhor”, concluiu.

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http://www.religionenlibertad.com/el-exorcista-amorth-a-lucifer-por-que-te-da-tanto-miedo-15546.htm

ATERRADOR: documento pós-sinodal escrito por Tucho, amigo do Papa, coloca em questão a lei moral natural

Adelante la Fe

ATERRADOR: documento pós-sinodal escrito por Tucho, amigo do Papa, coloca em questão a lei moral natural

29/01/2016por RORATE CÆLI

Tucho Fernández en una particular pose

Tucho Fernandez em uma pose particular

Escrito por RORATE CÆLI
O presidente do Conselho Pontifício para a Família Monsenhor Vincenzo Paglia confirmou que a exortação apostólica pó-sinodal de Francisco dedicada à familia, será publicada em finais de março.

Monsenhor Vincenzo Paglia disse que o muito esperado documento, que resume as conclusões do Papa sobre os dois sínodos dedicados à familia, será “um hino ao amor, um amor que quer cuidar do bem estar dos jovens, para estar perto das famílias feridas para dar-lhes força, um amor que quer estar perto das crianças, assim como de toda a humanidade que necessita. “

Fontes bem informadas notificaram o Register(National Catholic Register), sobre o documento, que os observadores creem que provavelmente se dará a conhecer em 19 de março (na festa de São José e o terceiro aniversário da Missa de inauguração do Papa), e que se encontra em seu terceiro rascunho. Também dizem que o principal redator é o arzobispo Victor Manuel Fernandez, reitor da Pontifícia Universidade Católica da Argentina em Buenos Aires e um dos assessores mais próximos a Francisco.

Uma fonte informada fiável, um teólogo moral reconhecido que viu o rascunho, disse que estava “profundamente preocupado” pelo texto, porque “põe em questão a lei moral natural”. [Edward Pentin]

Monsenhor Victor Manuel Fernandez (ou simplesmente Tucho, como é amplamente conhecido) declarou o seguinte sobre o primeiro Sínodo do pontificado em 2014, também sobre a família:

“Só havia um grupo de seis ou sete fanáticos, um tanto agressivos, que não representam nem 5% do total dos Padres Sinodais.”… “Se não abrirmos a caixa de Pandora, o que se fará é ocultar a sujeira debaixo do tapete.”… “Talvez erremos, ao menos com o Papa Francisco, quando dizemos: “Quem somos nós para julgar os gays? “

Sim, este promete ser um magnífico documento!…

http://adelantelafe.com/aterrador-documento-post-sinodal-escrito-ultra-liberal-tucho-fernandez-pone-entredicho-la-ley-moral-natural/?utm_source=dlvr.it&utm_medium=facebook

Carta aberta ao Cardeal Burke, pelo seu testemunho diante da Igreja em sua fidelidade ao Magistério da Santa Madre Igreja.

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Carta aberta ao Cardeal Burke

Padre Juan Manuel Rodriguez de la Rosa – 8 abril, 2015

Sua Eminência Reverendíssima Cardeal Burke,

Dirijo-me a sua Eminência com a admiração e respeito por sua pessoa, ao dar público testemunho diante da Igreja por sua fidelidade ao Magistério da Santa Madre Igreja.

Sr. Cardenal, o senhor tem sido repudiado como o foi Nosso Senhor Jesus Cristo, simplesmente por ser seguidor da Verdade da Igreja que recebemos pelo depósito da fé, e que o homem não pode tergiversar. O senhor foi humilhado sendo afastado de seu cargo e privando-nos de sua sabedoria, e relegado-o a um cargo secundário. Porém o senhor é o pastor de Deus que nos guia com sua palavra e seu exemplo. Sua postura firme e sem dúvidas recorda a Abraão, que acreditou e não duvidou. Acreditou em Deus e deixou que Ele agisse nele. E assim agiu o senhor, Sr. Cardeal.

Cardeal Burke, o senhor carregou a Cruz que outros deixaram caída, e está reparando por isso. “Verão aquele que traspassaram”. Isto é o que está fazendo, enquanto outros afastam seu olhar, preferindo olhar as complacências do mundo. O senhor segue velando ao pé da Cruz de Cristo.

Com suas Santas Missas Tradicionais, Sr. Cardeal, está reparando, diante de Deus, da maneira mais perfeitíssima que se possa fazer, pelas ofensas a Deus cometidas por quem tem traído a Palavra de Deus, e por aqueles que levantando sua cabeça como as tartarugas, e em seguida a escondem debaixo da caparaça.

Estamos sendo provados por Deus, Nosso Senhor, estamos sendo provados em nossa fidelidade a Sua Palavra. São tempos de confusão dentro da Igreja. São tempos de falsos pastores. São tempos em que não podemos duvidar se não queremos por em perigo a salvação de nossa alma, e a de muitíssimas almas das quais somos e seremos responsáveis diante do Tribunal de Deus Todo-poderoso.

Eminência, o senhor disse com firmeza que “resistirá”, ou seja, que permanecerá fiel ao Magistério da Santa Madre Igreja. Permita-me dizer-lhe: um homem vale o que vale sua palavra; e um homem transmite a verdade de sua palavra.

Um servidor, Sr. Cardeal, quer compartilhar com o senhor a fidelidade ao Magistério recebido da Tradição, e quer “resistir” ao lado de sua Eminência.

Abençoe-me e abençoe a todos os que lhe seguem e lhe seguirão.

Humildemente e respeitosamente em Jesus Cristo Sumo e Eterno Sacerdote.

Padre Juan Manuel Rodriguez de la Rosa.

Las Rozas de Madrid, 26 de março 2015.

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A Missa é uma Ceia ou um Sacrifício?… fácil de entender por todos. Seguramente você é uma das tantas pessoas que ouviu falar alguma vez de que a Missa é um Sacrifício, mas nunca terminou de entender a que se refere exatamente.

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A Missa é uma Ceia ou um Sacrifício?… fácil de entender por todos

Miguel Angel Yanez – 6 março, 2015

[Inauguro con este artigo uma série de pequenos textos “fáceis de entender por todos”. Não temos nenhuma pretensão de exibir uma teologia completa dos temas tratados, mas simplesmente aproximar das pessoas que não entendem alguns conceitos a compreensão dos mesmos com uma linguagem franca, simples e clara.]

Seguramente você é uma das tantas pessoas que ouviu falar alguma vez de que a Missa é um Sacrifício, mas nunca terminou de entender a que se refere exatamente, porque o que geralmente é visto na Igreja recorda mais a uma espécie de ceia, que um ato sacrificial e misterioso dirigido a Deus: o sacerdote em torno de uma mesa vendo os comensais enquanto dá as costas a Deus no Sacrário, muitas vezes acompanhado por canções, guitarras e proclamações de solidariedade humana.

No entanto a Santa Missa não é principalmente uma ceia, mas um Sacrifício. Na missa participamos e assistimos de forma misteriosa o Calvário onde Jesus se sacrificou em corpo e sangue por todos nós.

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Mas como isto é possível, como assistimos ao Calvário? Isto é num sentido figurado ou é real? Não é em sentido figurado, é absolutamente real. É lógico que custe entender pois falamos de um Grande Milagre sobrenatural que escapa ao perfeito entendimento humano. Por se tratar de por um exemplo que nos sirva -mesmo imperfeito-, imagina por um momento que durante a consagração, Deus, que tudo pode e é dono e senhor do tempo e do espaço, abre atrás do altar uma porta no tempo que nos conecta como se fosse um cabo invisível no mesmo momento do Calvário, onde Jesus está sendo crucificado Sacrificando-se para abrir aos homens a possibilidade da salvação, e esse cabo se conecta por nosso lado misteriosamente com o sacerdote, trasladando e perpetuando esse mesmo sacrifício em suas mãos, que transforma o pão e o vinho no Corpo e Sangue de Jesus no modo de Sacrifício, unindo dessa forma no tempo e no espaço a Missa que assistimos com o Crucificado no calvário.

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Quando estamos ali presentes Jesus, como quando regou com a água e o sangue de seu costado o soldado romano convertendo-o, igualmente rega todos os assistentes bem dispostos com sua Graça infinita.

Então está me dizendo que quando vou à missa estou no mesmo Calvário com Jesus? Não é algo comemorativo ou meramente representativo? Exato, você se transporta fisicamente ali quando o Sacerdote consagra, ainda que de um modo não perceptível por seus sentidos mas nem por isso menos real. A única diferença é que na Missa não há um derramamento de sangue violento, e que Jesus Sacrifica seu Corpo e Seu sangue, não em uma cruz de madeira, mas sob a aparência do Pão e o Vinho, ainda que de forma invisível e conectada por essa porta do tioempo como um todo único e inseparável. Sim, estamos realmente presentes no Calvário junto com Jesus.

Entenderá agora porque devemos mostrar uma grande reverência e que pouco apropriadas são para esse momento certas liturgias, músicas e atitudes que tratam de obscurecer o caráter sacrificial até torná-lo imperceptível. Ali não cabe outra coisa que cair de joelhos prostrados diante de Jesus, acompanhando a Virgem, São João e a Madalena.

“Se alguém disser que na Missa não se oferece a Deus um verdadeiro e próprio sacrifício;ou, que ser oferecido é só porque Cristo se dá como alimento; seja anátema” (Concilio de Trento, Ses. XXII, can. 1).

Miguel Ángel Yáñez
http://www.adelantelafe.com/la-misa-es-una-cena-o-un-sacrificio-entendible-por-todos/

Se pensamos que o céu é nada mais que um lugar escondido onde nos converteremos em anjinhos rechonchudos que sempre saltam pelas nuvens enquanto tentam tocar suas harpas, e se ao mesmo tempo pensamos que o inferno é simplesmente um lugar, só um pouco quente, onde passaremos uma eternidade com os prazeres dos quais não tínhamos podido desfrutar no mundo, não vamos encontrar as forças necessárias para a luta, para carregar a cruz com Cristo.

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Homilia: Levantai-vos, Não Temais
Padre Daniel Heenan 2 março, 2015

Encontrei um blog escrito por um pastor protestante onde conta que já está aborrecido pelo conceito de céu e do paraíso. Em outro lugar que encontrei, o autor, um ateu, caçoa do conceito de céu e diz, “mesmo sabendo que o céu não existe e não é nada mais que um conto para crianças, de todo modo, mesmo se existisse, não me pareceria muito interessante. O inferno, se existisse, seria mais divertido.”

O evangelho nos diz: “seis dias depois, tomou Jesus consigo Pedro, Tiago, e João seu irmão e subindo com eles sós a um alto monte, se transfigurou em sua presença.”

Deu-lhes este preciosíssimo dom, uma visão do que experimentaremos se primeiro compartilhamos a cruz com ele. Ainda no meio desta formosa revelação, se encontra à sombra do calvário. Moises e Elias apareceram ali com ele, e do que falavam? “de sua morte que havia de se cumprir em Jerusalém.” Depois, quando desceram do monte, o Senhor lhes ordenou que não dissessem a ninguém o que haviam visto até que Ele houvesse ressuscitado da morte.

A igreja nos propõe este evangelho no segundo domingo de quaresma para nos animar a perseverar na luta que temos começado. A razão para isto é muito simples. Não se pode começar uma viagem, se não se conhece bem o destino.

Então o Senhor subiu o monte Tabor com seus três discípulos preferidos, os mesmos que seriam também testemunhas de sua agonia no horto das oliveiras. Por ter visto este indício da glória futura, poderiam aguentar melhor os sofrimentos que são os meios necessários para obtê-la.

A igreja hoje faz o mesmo por nós. Devemos considerar a glória eterna para sermos animados para lutar durante a quaresma. Talvez o protestante tenha admitido seu fastio pela ideia do céu, nunca tenha avançado além de um entendimento infantil das coisas divinas. Se pensamos que o céu é nada mais que um lugar escondido onde nos converteremos em anjinhos rechonchudos que sempre saltam pelas nuvens enquanto tentam tocar suas harpas, e se ao mesmo tempo pensamos que o inferno é simplesmente um lugar, só um pouco quente, onde passaremos uma eternidade com os prazeres dos quais não tínhamos podido desfrutar no mundo, não vamos encontrar as forças necessárias para a luta, para carregar a cruz com Cristo.

Aristóteles e São Tomás dizem que o fim ou a meta tem que ser a primeira coisa nas nossas intenções ou seja, sempre agimos por algum fim. E o fim último, o fim que não está no serviço de nenhum outro, que não é meio, mas o fim tal qual, é a felicidade. Não existe ninguém que não a queira. Não é possível que uma pessoa possa agir para qualquer outro fim. Além disso, a felicidade que queremos, não é algo parcial nem temporal. Queremos ser felizes ao máximo que for possível e sem temor que nossa felicidade se acabe.

No mundo não alcançaremos este tipo de felicidade. Porém, pela fé temos a certeza de que esta não será a última palavra.

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Disse São Paulo: “Nem olho algum viu, nem ouvido ouviu, nem passa no pensamento do homem, quais coisas tem Deus preparadas para aqueles que lhe amam.”

Este é o céu, a promessa inefável que Deus garante aos que perseveram até o fim, que por amor carregam suas cruzes junto com Cristo.

Assim o descreve Santo Afonso:

“Irmãos, trabalhemos durante o que nos resta de nossas vidas para ganhar o céu. O céu é um bem tão grande que, para o comprar para nós, Jesus sacrificou sua própia vida na cruz, se assegurou que de todos os tormentos dos condenados no inferno, o pior vem do fato de terem se dado conta que perderam o céu por sua própria culpa.”

A razão então para esta vista da glória atrás do véu, tanto para nós como para os discípulos, é que sabendo a finalidade, podemos seguir adiante mais facilmente.

Digamos então com São Pedro: “bom é ficarmos aqui”, e considerando o céu, fiquemos mais motivados para fazer tudo que for necessário.

O primeiro gozo dos que entram no céu é a visão beatífica. São Tomás disse que a união com Deus é a felicidade fundamental do céu. Santo Agostinho disse: “Em Deus temos o compêndio de todos os bens. Deus é nosso sumo bem. Não devemos ficar mais abaixo nem buscar mais acima. A primera coisa seria perigosa; a seguinte, impossível.”

Cada alegria, cada delícia, e cada felicidade que podemos buscar nesta vida tem sua consumação em Deus.

São Paulo disse: “No presente não vemos a Deus senão como em um espelho e sob imagens escuras, mas então lhe veremos face a face. Eu não lhe conheço agora senão imperfeitamente; então lhe conhecerei com uma visão clara na maneira que sou conhecido.”

No momento em que se entra na glória, Deus dá ao bem aventurado uma graça especial, a ‘lumen gloriae’, a luz da glória para possibilitar um gozo de Deus que supera todas nossas capacidades naturais. Veremos Deus por meio de Deus.

Na alma de Nosso Senhor, por ser Filho de Deus, desde sua concepção no seio de Maria até sua morte, sepultura e descida ao inferno sempre estava presente esta visão beatífica. Este mistério é incrível de considerar. O Padre Mateo comenta que na realidade a transfiguração de Cristo não foi tão milagrosa. Foi natural que a glória que habita sempre em sua alma se manifestasse também exteriormente. O mais milagroso foi que durante a maior parte de sua vida, como faz também agora no Santíssimo Sacramento, manteve esta glória oculta para se acomodar as nossas capacidades, especialmente durante a agonia de sua paixão. Como podia sofrir um coração que gozava a plenitude da felicidade? Como podia ter dito no Horto?

“minha alma está triste até a morte; fiquem aqui, e velem comigo”

Só pela imensidade de seu amor, que quer compartilhar plenamente conosco no céu, pois, diz o livro do apocalipse: “E limpará Deus toda lágrima dos olhos deles; e a morte não existirá mais; e não haverá mais pranto, nem clamor, nem dor: porque as primeiras coisas passaram.”

Teremos além disso a promessa da ressurreição final, quando ressuscitarão nossos corpos para participar no gozo de nossas almas e quando será aperfeiçoada a justíça no juízo final. Santo Afonso explica:

“A alma verá que todas as tribulações, a pobreza, as enfermidades, e as perseguições que considera como infortúnios na verdade procedem do amor e são os meios empregados pela Divina Providência para levá-la à glória. Verá todas as luzes, as chamadas carinhosas, as misericórdias que Deus lhe concedeu depois de tê-lo insultado com seus pecados. Desta montanha bendita do paraíso verá tantas almas condenadas por menos pecados que os que ela tinha cometido e se dará conta de que ela mesma foi salva e está segura contra a possibilidade de jamais perder Deus”, e com esta confiança, por fim, descansará.

De fato, “Bom é ficarmos aqui!” como disse São Pedro quase como embriagado por seu êxtase. Este é o mesmo fato de antes, que ao ver o milagre da pesca abundante de peixes, protestou “aparta-te de mim, Senhor, porque sou um pecador.” E não imaginaríamos que agora sentiria ainda mais sua indignidade ou, talvez tenha começado a entender que é precisamente porque somos pecadores que Deus nos tem tanta condescendência e nos tem mostrado tantas belezas de sua misericórdia.

E nós, não devemos dizer o mesmo? Que bom ficarmos aqui! Porque recordamos que mesmo tendo muito que sofrer, temos recebido muito mais bênçãos. Nos deu a vida da graça no batismo, que é a semente da glória. Em verdade é o início da vida do céu. Ele nos deu sem nenhum mérito nosso. Depois quando pisoteamos seu dom ao pecar, nos oferece outra vez, e ainda mais porque quando nos confessamos sinceramente e nossa contrição é intensa, São Tomás ensina que o Senhor não somente nos restaura a graça, mas a fortalece, e também pode aumentá-la.

a eternidade

Por isso disse São Bernardo: “Se é tão doce chorar por ti, como será alegrar-se em ti”.

De veras, que bom estar aqui! Aqui na Santa Missa, que é uma transfiguração nova, porque nos revela a doçura de viver junto com Ele. Aqui não só brilha sobre nós com um raio de sua glória como fez no Tabor, também nos alimenta com Ele mesmo, já ressuscitado e vivendo na glória. Aqui nos dá diariamente a antecipação da glória inefável. A consumação pela qual se deve esperar.

“Abre, pois, agora os olhos de tua alma”, disse São João Crisóstomo, “e veja aquele espetáculo, formado por aquilo que é muito mais para estimar do que as pedras preciosas, que os raios solares e de todo resplendor visível; não somente por homens, mas pelos que são muito mais dignos de apreço que eles, por anjos, arcanjos, tronos, dominações, principados, potestades. Que em torno do Rei, nem pode dizer que isso é.

Tanto é que sobrepuja toda palavra e pensamento aquela formosura, aquela beleza, aquele resplendor, aquela glória, aquela majestade, aquela magnificência. E diga-me: nós temos de nos privar de tantos bens por não padecer um pouco de tempo? Mesmo se fosse necessário padecer milhares de mortes cada dia, mesmo no próprio inferno, para ver Cristo vir em sua glória e ser alistados no número dos santos não conviria tolerar tudo? Ouça, o que disse o bem aventurado São Pedro: “Que bom ficarmos aqui!“

Padre Daniel Heenan, FSSP
Membro da Fraternidade Sacerdotal San Pedro. É vigário da quaseparóquia pessoal de San Pedro em Cadenas em Guadalajara, México

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O Bispo Dom Eugênio Scarpellini, Secretário Geral da Conferência Episcopal Boliviana, considerou um insulto à dignidade humana a distribuição indiscriminada de preservativos no Carnaval.

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SECRETÁRIO GERAL DA CONFERÊNCIA EPISCOPAL BOLIVIANA

Mons. Scarpellini considerou um insulto à dignidade humana a distribuição indiscriminada de preservativos no Carnaval

O secretário geral da Conferencia Episcopal Boliviana (CEB), Mons. Eugenio Scarpellini, considera que é um insulto à dignidade humana a entrega de preservativos no Carnaval, cada vez que se aceita como «incontrolável» os instintos do ser humano. Em sua homilia da Basílica de São Francisco em La Paz, ele também é bispo da Diocese de El Alto disse que não se pode aceitar que o único remédio para os atos imorais, ocasionados pela bebida em tempos de Carnaval, seja a distribução de preservativos.
16/02/15

(Los Tiempos/InfoCatólica) «Permitam-me umas palavras sobre os dias de Carnaval que estamos vivendo, seguramente são dias de festa, de alegria, de encontro entre irmãos, como tal é bom, porque nos permitem crescer na fraternidade, mas nestes dias não podemos ocultar e lamentar os excessos de bebida e de imoralidade, tampouco podemos aceitar que o remédio seja só, desculpem a expressão, distribuir preservativos, aceitando como incontrolável a primazia do instinto humano, isto creio é um insulto a nossa dignidade humana, a nossa inteligência e consciência», manifestou.
Existem outros caminhos para evitar atos imorais e de violência na sociedade na época do Carnaval, são mais «difíceis», mas mais «dignos e respeitosos pela pessoa», por exemplo «o caminho da educação sobre o valor da sexualidade».

Respeito à mulher
«O respeito e a valorização da outra pessoa, de maneira especial da mulher, a concientização sobre os danos que provocam os excessos de bebida, a aplicação séria e eficaz dos controles estabelecidos pelas leis e pelas normas. Estes são caminhos que darão frutos, mesmo sendo mais difíceis», continuou.
Nos dias anteriores, o Ministério da Saúde anunciou a distribuição, por causa da festa de Carnaval, de 2 milhões de preservtivos a fim de evitar gravidezes não desejadas e a transmissão de enfermidades sexuais.
Leprosos modernos
Por outro lado, Mons. Scarpellini disse que atualmente a sociedade criou «leprosos modernos», parecidos aos existentes na época de Jesus, e que eram excluídos e desterrados em cavernas para evitar contágios.
«Nós somos tão habilidosos de maneira negativa que estamos criando novos leprosos…aprovamos a rejeição para as pessoas adictas ao álcool, a droga ou enfermos de HIV, nos dão medo, sentimos que é melhor afastá-los da sociedade, não expô-los à vista de todos, isolá-las em centros», disse ao agregar que entre estas lepras também estão a discriminação, os abortos clandestinos e a violência.

http://infocatolica.com/?t=noticia&cod=23286

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