Arquivo da categoria ‘Deus é Meu Pai, Nosso Pai

Se pensamos que o céu é nada mais que um lugar escondido onde nos converteremos em anjinhos rechonchudos que sempre saltam pelas nuvens enquanto tentam tocar suas harpas, e se ao mesmo tempo pensamos que o inferno é simplesmente um lugar, só um pouco quente, onde passaremos uma eternidade com os prazeres dos quais não tínhamos podido desfrutar no mundo, não vamos encontrar as forças necessárias para a luta, para carregar a cruz com Cristo.

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Homilia: Levantai-vos, Não Temais
Padre Daniel Heenan 2 março, 2015

Encontrei um blog escrito por um pastor protestante onde conta que já está aborrecido pelo conceito de céu e do paraíso. Em outro lugar que encontrei, o autor, um ateu, caçoa do conceito de céu e diz, “mesmo sabendo que o céu não existe e não é nada mais que um conto para crianças, de todo modo, mesmo se existisse, não me pareceria muito interessante. O inferno, se existisse, seria mais divertido.”

O evangelho nos diz: “seis dias depois, tomou Jesus consigo Pedro, Tiago, e João seu irmão e subindo com eles sós a um alto monte, se transfigurou em sua presença.”

Deu-lhes este preciosíssimo dom, uma visão do que experimentaremos se primeiro compartilhamos a cruz com ele. Ainda no meio desta formosa revelação, se encontra à sombra do calvário. Moises e Elias apareceram ali com ele, e do que falavam? “de sua morte que havia de se cumprir em Jerusalém.” Depois, quando desceram do monte, o Senhor lhes ordenou que não dissessem a ninguém o que haviam visto até que Ele houvesse ressuscitado da morte.

A igreja nos propõe este evangelho no segundo domingo de quaresma para nos animar a perseverar na luta que temos começado. A razão para isto é muito simples. Não se pode começar uma viagem, se não se conhece bem o destino.

Então o Senhor subiu o monte Tabor com seus três discípulos preferidos, os mesmos que seriam também testemunhas de sua agonia no horto das oliveiras. Por ter visto este indício da glória futura, poderiam aguentar melhor os sofrimentos que são os meios necessários para obtê-la.

A igreja hoje faz o mesmo por nós. Devemos considerar a glória eterna para sermos animados para lutar durante a quaresma. Talvez o protestante tenha admitido seu fastio pela ideia do céu, nunca tenha avançado além de um entendimento infantil das coisas divinas. Se pensamos que o céu é nada mais que um lugar escondido onde nos converteremos em anjinhos rechonchudos que sempre saltam pelas nuvens enquanto tentam tocar suas harpas, e se ao mesmo tempo pensamos que o inferno é simplesmente um lugar, só um pouco quente, onde passaremos uma eternidade com os prazeres dos quais não tínhamos podido desfrutar no mundo, não vamos encontrar as forças necessárias para a luta, para carregar a cruz com Cristo.

Aristóteles e São Tomás dizem que o fim ou a meta tem que ser a primeira coisa nas nossas intenções ou seja, sempre agimos por algum fim. E o fim último, o fim que não está no serviço de nenhum outro, que não é meio, mas o fim tal qual, é a felicidade. Não existe ninguém que não a queira. Não é possível que uma pessoa possa agir para qualquer outro fim. Além disso, a felicidade que queremos, não é algo parcial nem temporal. Queremos ser felizes ao máximo que for possível e sem temor que nossa felicidade se acabe.

No mundo não alcançaremos este tipo de felicidade. Porém, pela fé temos a certeza de que esta não será a última palavra.

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Disse São Paulo: “Nem olho algum viu, nem ouvido ouviu, nem passa no pensamento do homem, quais coisas tem Deus preparadas para aqueles que lhe amam.”

Este é o céu, a promessa inefável que Deus garante aos que perseveram até o fim, que por amor carregam suas cruzes junto com Cristo.

Assim o descreve Santo Afonso:

“Irmãos, trabalhemos durante o que nos resta de nossas vidas para ganhar o céu. O céu é um bem tão grande que, para o comprar para nós, Jesus sacrificou sua própia vida na cruz, se assegurou que de todos os tormentos dos condenados no inferno, o pior vem do fato de terem se dado conta que perderam o céu por sua própria culpa.”

A razão então para esta vista da glória atrás do véu, tanto para nós como para os discípulos, é que sabendo a finalidade, podemos seguir adiante mais facilmente.

Digamos então com São Pedro: “bom é ficarmos aqui”, e considerando o céu, fiquemos mais motivados para fazer tudo que for necessário.

O primeiro gozo dos que entram no céu é a visão beatífica. São Tomás disse que a união com Deus é a felicidade fundamental do céu. Santo Agostinho disse: “Em Deus temos o compêndio de todos os bens. Deus é nosso sumo bem. Não devemos ficar mais abaixo nem buscar mais acima. A primera coisa seria perigosa; a seguinte, impossível.”

Cada alegria, cada delícia, e cada felicidade que podemos buscar nesta vida tem sua consumação em Deus.

São Paulo disse: “No presente não vemos a Deus senão como em um espelho e sob imagens escuras, mas então lhe veremos face a face. Eu não lhe conheço agora senão imperfeitamente; então lhe conhecerei com uma visão clara na maneira que sou conhecido.”

No momento em que se entra na glória, Deus dá ao bem aventurado uma graça especial, a ‘lumen gloriae’, a luz da glória para possibilitar um gozo de Deus que supera todas nossas capacidades naturais. Veremos Deus por meio de Deus.

Na alma de Nosso Senhor, por ser Filho de Deus, desde sua concepção no seio de Maria até sua morte, sepultura e descida ao inferno sempre estava presente esta visão beatífica. Este mistério é incrível de considerar. O Padre Mateo comenta que na realidade a transfiguração de Cristo não foi tão milagrosa. Foi natural que a glória que habita sempre em sua alma se manifestasse também exteriormente. O mais milagroso foi que durante a maior parte de sua vida, como faz também agora no Santíssimo Sacramento, manteve esta glória oculta para se acomodar as nossas capacidades, especialmente durante a agonia de sua paixão. Como podia sofrir um coração que gozava a plenitude da felicidade? Como podia ter dito no Horto?

“minha alma está triste até a morte; fiquem aqui, e velem comigo”

Só pela imensidade de seu amor, que quer compartilhar plenamente conosco no céu, pois, diz o livro do apocalipse: “E limpará Deus toda lágrima dos olhos deles; e a morte não existirá mais; e não haverá mais pranto, nem clamor, nem dor: porque as primeiras coisas passaram.”

Teremos além disso a promessa da ressurreição final, quando ressuscitarão nossos corpos para participar no gozo de nossas almas e quando será aperfeiçoada a justíça no juízo final. Santo Afonso explica:

“A alma verá que todas as tribulações, a pobreza, as enfermidades, e as perseguições que considera como infortúnios na verdade procedem do amor e são os meios empregados pela Divina Providência para levá-la à glória. Verá todas as luzes, as chamadas carinhosas, as misericórdias que Deus lhe concedeu depois de tê-lo insultado com seus pecados. Desta montanha bendita do paraíso verá tantas almas condenadas por menos pecados que os que ela tinha cometido e se dará conta de que ela mesma foi salva e está segura contra a possibilidade de jamais perder Deus”, e com esta confiança, por fim, descansará.

De fato, “Bom é ficarmos aqui!” como disse São Pedro quase como embriagado por seu êxtase. Este é o mesmo fato de antes, que ao ver o milagre da pesca abundante de peixes, protestou “aparta-te de mim, Senhor, porque sou um pecador.” E não imaginaríamos que agora sentiria ainda mais sua indignidade ou, talvez tenha começado a entender que é precisamente porque somos pecadores que Deus nos tem tanta condescendência e nos tem mostrado tantas belezas de sua misericórdia.

E nós, não devemos dizer o mesmo? Que bom ficarmos aqui! Porque recordamos que mesmo tendo muito que sofrer, temos recebido muito mais bênçãos. Nos deu a vida da graça no batismo, que é a semente da glória. Em verdade é o início da vida do céu. Ele nos deu sem nenhum mérito nosso. Depois quando pisoteamos seu dom ao pecar, nos oferece outra vez, e ainda mais porque quando nos confessamos sinceramente e nossa contrição é intensa, São Tomás ensina que o Senhor não somente nos restaura a graça, mas a fortalece, e também pode aumentá-la.

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Por isso disse São Bernardo: “Se é tão doce chorar por ti, como será alegrar-se em ti”.

De veras, que bom estar aqui! Aqui na Santa Missa, que é uma transfiguração nova, porque nos revela a doçura de viver junto com Ele. Aqui não só brilha sobre nós com um raio de sua glória como fez no Tabor, também nos alimenta com Ele mesmo, já ressuscitado e vivendo na glória. Aqui nos dá diariamente a antecipação da glória inefável. A consumação pela qual se deve esperar.

“Abre, pois, agora os olhos de tua alma”, disse São João Crisóstomo, “e veja aquele espetáculo, formado por aquilo que é muito mais para estimar do que as pedras preciosas, que os raios solares e de todo resplendor visível; não somente por homens, mas pelos que são muito mais dignos de apreço que eles, por anjos, arcanjos, tronos, dominações, principados, potestades. Que em torno do Rei, nem pode dizer que isso é.

Tanto é que sobrepuja toda palavra e pensamento aquela formosura, aquela beleza, aquele resplendor, aquela glória, aquela majestade, aquela magnificência. E diga-me: nós temos de nos privar de tantos bens por não padecer um pouco de tempo? Mesmo se fosse necessário padecer milhares de mortes cada dia, mesmo no próprio inferno, para ver Cristo vir em sua glória e ser alistados no número dos santos não conviria tolerar tudo? Ouça, o que disse o bem aventurado São Pedro: “Que bom ficarmos aqui!“

Padre Daniel Heenan, FSSP
Membro da Fraternidade Sacerdotal San Pedro. É vigário da quaseparóquia pessoal de San Pedro em Cadenas em Guadalajara, México

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O Bispo Dom Eugênio Scarpellini, Secretário Geral da Conferência Episcopal Boliviana, considerou um insulto à dignidade humana a distribuição indiscriminada de preservativos no Carnaval.

infocatolica.com

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SECRETÁRIO GERAL DA CONFERÊNCIA EPISCOPAL BOLIVIANA

Mons. Scarpellini considerou um insulto à dignidade humana a distribuição indiscriminada de preservativos no Carnaval

O secretário geral da Conferencia Episcopal Boliviana (CEB), Mons. Eugenio Scarpellini, considera que é um insulto à dignidade humana a entrega de preservativos no Carnaval, cada vez que se aceita como «incontrolável» os instintos do ser humano. Em sua homilia da Basílica de São Francisco em La Paz, ele também é bispo da Diocese de El Alto disse que não se pode aceitar que o único remédio para os atos imorais, ocasionados pela bebida em tempos de Carnaval, seja a distribução de preservativos.
16/02/15

(Los Tiempos/InfoCatólica) «Permitam-me umas palavras sobre os dias de Carnaval que estamos vivendo, seguramente são dias de festa, de alegria, de encontro entre irmãos, como tal é bom, porque nos permitem crescer na fraternidade, mas nestes dias não podemos ocultar e lamentar os excessos de bebida e de imoralidade, tampouco podemos aceitar que o remédio seja só, desculpem a expressão, distribuir preservativos, aceitando como incontrolável a primazia do instinto humano, isto creio é um insulto a nossa dignidade humana, a nossa inteligência e consciência», manifestou.
Existem outros caminhos para evitar atos imorais e de violência na sociedade na época do Carnaval, são mais «difíceis», mas mais «dignos e respeitosos pela pessoa», por exemplo «o caminho da educação sobre o valor da sexualidade».

Respeito à mulher
«O respeito e a valorização da outra pessoa, de maneira especial da mulher, a concientização sobre os danos que provocam os excessos de bebida, a aplicação séria e eficaz dos controles estabelecidos pelas leis e pelas normas. Estes são caminhos que darão frutos, mesmo sendo mais difíceis», continuou.
Nos dias anteriores, o Ministério da Saúde anunciou a distribuição, por causa da festa de Carnaval, de 2 milhões de preservtivos a fim de evitar gravidezes não desejadas e a transmissão de enfermidades sexuais.
Leprosos modernos
Por outro lado, Mons. Scarpellini disse que atualmente a sociedade criou «leprosos modernos», parecidos aos existentes na época de Jesus, e que eram excluídos e desterrados em cavernas para evitar contágios.
«Nós somos tão habilidosos de maneira negativa que estamos criando novos leprosos…aprovamos a rejeição para as pessoas adictas ao álcool, a droga ou enfermos de HIV, nos dão medo, sentimos que é melhor afastá-los da sociedade, não expô-los à vista de todos, isolá-las em centros», disse ao agregar que entre estas lepras também estão a discriminação, os abortos clandestinos e a violência.

http://infocatolica.com/?t=noticia&cod=23286

Uma imagem da Virgem, carbonizada pelos ataques na Nigéria, avivou a fé dos católicos.O arcebispo animou a colocar as cinzas das igrejas queimadas diante da imagem carbonizada da Virgem Maria.

carifilii.es

Una imagen de la Virgen, carbonizada por los ataques en Níger, aviva la fe de los católicos

Uma imagem da Virgem, carbonizada pelos ataques na Nigéria, avivou a fé dos católicos.

O arcebispo animou a colocar as cinzas das igrejas queimadas diante da imagem carbonizada da Virgem Maria.

Aciprensa/ReL – 28 janeiro 2015 – religionenlibertad.com

Uma imagem da Virgem Maria que ficou carbonizada após os ataques dos islâmicos em meados do mês em Niamey (Nigéria), avivou a fé dos cristãos neste país africano, onde o arcebispo emérito da capital, Mons. Michel Cartatéguy, animou os sacerdotes a recolher as cinzas que restaram de suas paróquias incendiadas para serem usadas na Páscoa.

Em 22 de janeiro Michel Cartatéguy reuniu todos os sacerdotes para celebrar uma cerimônia em torno da imagem, que ardeu durante os ataques de 16 e 17 de janeiro.

Segundo informou o site da web da Igreja Católica na Nigéria (http://eglisecatholiqueauniger.org), esta imagem da Virgem que ficou carbonizada “é algo muito simbólico! Porque esta imagem, pertencente à paróquia de Santo Agostinho, é um dos raros objetos de piedade que não se consumiram nos incêndios que afetaram as igrejas”.

Os sacerdotes ofereceram à Virgem Maria seu sofrimento e confiaram à Mãe de Deus as esperanças da comunidade cristã, aturdida após os assaltos contra os cristãos, onde morreram 10 pessoas e 12 igrejas católicas foram queimadas [além de numerosas igrejas protestantes. Nota de CariFilii].

O Arcebispo Cartatéguy convidou cada comunidade de sacerdotes a depositar as cinzas recolhidas de suas paróquias aos pés da imagem da Virgem. “Esta imagem representa todas as imagens que foram queimadas… e são a prova de que Deus não nos abandona… estas cinzas que temos hoje aqui, se usarão para acender a chama do círio Pascal. Sim, cinzas, em que também nós nos converteremos!”, afirmou Mons. Cartatéguy.

Os ataques dos islâmicos foram em protesto elas caricaturas de Maomé que a revista francesa Charlie Hebdo publicou depois do atentado em Paris em 7 de janeiro passado.

Mesmo assim, se informou que devido ao fato de que as igrejas ficarem gravemente destruídas, as Missas do domingo de 25 de janeiro se celebraram sob barracas de campanha, com assentos emprestados e altares improvisados. Inclusive em alguns casos os sacerdotes tiveram que celebrar as Missas sem suas vestes litúrgicas, porque também foram queimadas nos ataques.

Durante a homilia, o novo Arcebispo de Niamey, Mons. Laurent Lompo, e Mons. Cartatéguy, animaram os fiéis a alimentar a esperança e pedir para que não voltassem a suceder atos de vandalismos, cujos danos -tetos destruídos, muros arrasados, e bancos calcinados- se estimam em mais de dois milhões de dólares.

Fotos dos destroços e a reconstrução (artesanal e precária), assim como contas para donativos às missão católica na Nigéria no Facebook da Igreja na Nigéria.

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Na pequena ilha de Tumaco (Colômbia), um tsunami se deteve quando um sacerdote abençoou o mar com o Santíssimo Sacramento exposto.

ReligionenLibertad.com

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Na pequena ilha de Tumaco (Colômbia)

Um tsunami se deteve quando um sacerdote abençoou o mar com o Santíssimo Sacramento exposto

Tsunami em San José

Quando um sacerdote com amor e fé confia seu ministério ao Santíssimo Sacramento, efetivamente pode mover montanhas ou dispersar tsunamis…

Portaluz – 17 janeiro 2015 – religionenlibertad.com

O tsunami do ano 2010 que assolou as costas do Chile após o terremoto provocado pela quebra de uma placa continental e oceânica em sua constante fricção, é um tipo de evento que durante os últimos séculos vem se repetindo em diversos lugares do planeta.

Um milagre que freou o tsunami
Há algumas décadas na pequena ilha de Tumaco (Colômbia) ocorreu um violento tsunami que ensinou seus habitantes que Deus, presente no Santíssimo Sacramento, age quando seus sacerdotes e fiéis o invocam com amor e fé.

Os fatos ocorreram em 31 de janeiro de 1906. Às dez da manhã os habitantes dessa pequeníssima ilha do Pacífico sentiram um forte terremoto que durou por volta de 10 minutos. Então, todo o povo correu para a igreja para suplicar ao pároco, o Padre Gerardo Larrondo e ao Padre Julian, que organizassem imediatamente uma procissão com o Santíssimo Sacramento.

Quando o mar avançou recolhendo-se, tendo já coberto cerca de um quilômetro e meio do litoral, com a ameaça de formar uma imensa onda, o Padre Gerardo, atemorizado, consumiu todas as Hóstias consagradas do cibório e conservou só a Hóstia Magna.

Depois, dirigindo-se ao povo, exclamou: “Vamos meus filhos, vamos todos à praia e que Deus tenha piedade de nós!”.
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Cristo na Eucaristia… e a natureza obedeceu
Sentindo-se seguros diante da presença de Jesus Eucaristia, todos marcharam entre prantos e aclamações a Deus. Quando o Padre Larrondo chegou à praia, baixou corajosamente às margens com a custódia na mano. No momento em que a onda estava chegando, levantou com mão firme e com o coração cheio de fé a Hóstia consagrada e diante de todos traçou o sinal da cruz. Foi um momento de altíssima solenidade.

Um milagre que todo o povo foi testemunha
A onda continuou avançando mas antes que o Padre Larrondo e o Padre Julian percebessem, a população, comovida e maravilhada gritou: “Milagre, milagre!”. Com efeito, como se fosse detida por uma força invisível e superior à natureza, a potente onda que ameaçava apagar da terra o povoado de Tumaco tinha iniciado seu retrocesso, enquanto o mar voltava ao seu nível normal.

Os habitantes de Tumaco, em meio da euforia e da alegria por terem sido salvos da morte graças a Jesus Sacramentado, davam mostras de fervente gratidão. Todo o mundo soube do Milagre de Tumaco e o Padre Larrondo recebeu também do continente europeu numerosas cartas que pediam orações.

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Cardeal Müller: ‘Pobre para os pobres, uma teologia que nos liberta’ Aleteia entrevistou o cardeal Gerhard Müller com motivo da publicação de seu livro ‘Pobre para los pobres’, com o prólogo feito pelo Papa Francisco.

aleteia.org

Cardinal Muller

Cardeal Müller: ‘Pobre para os pobres, uma teologia que nos liberta’
Aleteia entrevistou o cardeal Gerhard Müller com motivo da publicação de seu livro ‘Pobre para los pobres’, com o prólogo feito pelo Papa Francisco

ALETEIA

Cardeal MullerDR /Aleteia

O cardeal Gerhard Müller é o prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé (CDF), o órgão encarregado de promover e de garantir a doutrina em matéria da fé e da moral, e que durante muito tempo foi presidida pelo Cardeal Joseph Ratzinger.

Ordenado bispo por João Paulo II, nomeado para dirigir a CDF por Bento XVI e criado cardeal por Francisco, este alemão de 66 anos é um teólogo de renome, mas também um habitual das favelas peruanas e um especialista europeu no movimento da Teologia da Libertação.

Crônica de um encontro exclusivo com um homem da Igreja pouco comum, para quem a teologia é um discurso sobre o divino não desconectado do humano, para quem os pobres nunca são objeto de uma reflexão teórica.

– O senhor escreveu muito sobre a Teologia de la Liberación, corrente pouco conhecida ou mal entendida pelos católicos. Qual é o sentido cristão da libertação?

– Como corrente de pensamento, a Teologia da Libertação nasceu na América Latina após o Concílio Vaticano II, pelas obras do sacerdote peruano Gustavo Gutierrez.

– Porém a libertação é em primeiro lugar um tema bíblico, porque Jesus libertou os homens do pecado e da morte.

– Também tem um efeito social. Não, Jesus não veio trazer um paraíso terreno, mas o Reino de Deus. E este reino de Deus consiste no fato de amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo.

– Vivemos em sociedade, pertencemos a comunidades humanas. Por isso a libertação da morte e do pecado tem consequências sociais.

– Assim, a convivência entre homens deve caracterizar-se por princípios morais, individuais e sociais. A Igreja tem como missão fazer presente e comunicar este direito natural, estes princípios morais.

– Em dois mil anos tem passado por situações sociais e históricas de mudanças! Recordemos quando no século XVI, durante o processo de conquista da América Latina, a Igreja estava ao lado dos mais fracos.
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– O dominicano espanhol Bartolomeu de las Casas é uma grande figura da defesa dos direitos dos índios. Talvez algum dia tenha um processo de canonização! Era contemporâneo de outros intelectuais reunidos na Escola de Salamanca que denunciarm a escravidão de seres humanos. Muitos papas desta época condenaram também estas situações em documentos pontifícios.

- Sob o Terceiro Reich, outra situação de extrema negação dos direitos humanos, Bartolomeu de Las Casas se converteu em um símbolo da resistência e da libertação. Em 1938, o dramaturgo alemão Reinhold Schneider imaginou um encontro entre Las Casas e Charles Quint em sua obra ‘Las Casas versus Karl V’. Las Casas se converteu na voz dos homens de seu tempo, entre eles os judeus.

– Para Gutierrez e para nós, estes exemplos não são só reminiscências históricas, mas acontecimentos que nos afetam.

– Esta teologia é portanto atual? Pode-se falar dela por toda situação ou a Igreja se compromete com a miséria humana?

– Vivemos no século XXI, depois da revolução industrial: nossa época permanece marcada pelo colonialismo, por um falso eurocentrismo.

– A Teologia da Libertação nasceu em um contexto de grande dependência dos países da América do Sul com respeito à Europa. Neste sentido, sim, se pode aplicar de maneira analógica aos países da África e da Ásia.
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– A Teologia da Libertação se interroga hoje sobre a possibilidade de proclamar a dignidade do homem em um contexto de ausência de liberdade e de opressão e de desprezo pelos direitos humanos fundamentais.

http://www.aleteia.org/es/sociedad/entrevistas/cardenal-muller-pobre-para-los-pobres-una-teologia-que-nos-libera-5897108032847872

Segue-se baixando a guarda diante do aumento da AIDS: mais da metade dos novos casos, é de sexo entre gays.

ForumLibertas.com

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Homossexualismo político

Segue-se baixando a guarda diante do aumento da AIDS: mais da metade dos novos casos, é de sexo entre gays.

27/11/2014 – ForumLibertas.com

O Ministério da Saúde constata que, entre os 3.278 novos diagnósticos de infecção por HIV na Espanha em 2013, o grupo de homens que mantém relações sexuais com homens foi o único que cresceu e supõe-se que 51,2% do total.

“Entre nós: usam preservativos” (2007), uma das muitas campanhas para frear a AIDS com os preservativos; mas o HIV segue avançando entre o grupo homossexual.

ForumLibertas.com

Coincidindo com a proximidade do Dia Mundial da AIDS, que se celebra em 1º de dezembro, o Ministério da Saúde publicou os dados sobre as novas infecções por HIV na Espanha correspondentes a 2013. Uma primeira conclusão foi que as taxas globais de contágios se mantém estáveis em relação ao ano anterior. No entanto, existem surpresas.

No estudo ‘A Vigilância epidemiológica do HIV/SISA na Espanha. Atualização de 30 de junho de 2014′, publicado este mês de novembro, informa que no ano de 2013 “se notificaram 3278 novos diagnósticos de HIV”, e estima-se que, uma vez feitas as correções pertinentes, “a taxa para 2014 será de 10,3 por 100.000 habitantes quando se tenha completado a notificação de todos os diagnósticos realizados nesse ano”.

Se se compara com os números do ano anterior, se observa uma certa estabilização: em 2012 foram 3.210 novos casos. Agora, quando se analisa a “tendência do período 2008-2013″, se observam as diferenças na incidência de novos diagnósticos de HIV segundo os grupos.

Então, enquanto “a incidência entre usuários de drogas injetáveis (UDI) é descendente, entre heterossexuais os casos descem levemente em mulheres e se mantém estáveis em homens”, entre o grupo de homossexuais “a tendência é ascendente”. E é graças a estas tendências contrapostas que “as taxas globais estão bastante estáveis”.

Mais da metade dos casos, é de sexo entre gays

Esta conclusão se traduz nas seguintes cifras: dos 3.278 novos diagnósticos, 51,2% corresponde a homens que tem mantido relações sexuais com outros homens (HSH), como se pode observar no gráfico que segue na continuação.

Ao mesmo tempo, e por ordem decrescente, 28,5% se deve a relações entre heterossexuais; 15,3% de casos desconhecidos; 4,4% de usuários de drogas injetáveis; 0,3% relacionados entre mãe-filho; e otro 0,3% de “outros”.

Por outro lado, em termos globais e em razão do sexo, 85,1% eram homens e 14.9% mulheres. E se falamos dos grupos por idade, o mais afetado é o que está entre os 30 e 39 anos, seguido de 40-49, 25-29, mais de 49, 20-24, 15-19 e menos de 15, como se vê neste outro gráfico.

Quase 30.000 diagnósticos em 10 anos

Outros dados do estudo mostram que “desde o ano de 2003, e com as sucessivas incorporações ao sistema, se notificaram num total de 29.987 diagnósticos de infecção por HIV, como se vê na “tabela 1″ do informativo, ao pé desta informação, mostra os dados desde essa data pelas Comunidades Autônomas.

O informativo também conclui que a taxa global de novos diagnósticos do virus na Espanha “está em níveis similares aos de outros países da Europa ocidental. No entanto, mesmo com a melhora a respeito de décadas passadas é indubitável, a taxa é superior à média da União Europeia”.

O Ministério adverte que “a infecção por HIV é uma infecção que se transmite majoritariamente por via sexual. Por isso, sem descuidar de outras formas de transmissão, é necessário implantar e reforçar ações eficazes para prevenir a transmissão por esta via, adequando-as às circunstâncias”

Também “as relações sexuais não protegidas entre homens, que ocupam o primeiro lugar quanto ao mecanismo provável de infecção no conjunto global de dados, também são maioria entre as pessoas nascidas na Espanha e entre os homens, sejam espanhóis ou extrangeiros. Por isso, o grupo de homens com homens é prioritário para os programas de prevenção, especialmente o grupo entre 20 e 35 anos”.

Como uma última conclusão, o estudo sublinha que “a respeito dos novos casos de AIDS, a informação apontada pelo Registro Nacional indica que, após quase duas décadas de tratamento antirretroviral eficaz, a redução da incidência da AIDS na Espanha tem sido enorme. Não obstante, este descenso, inicialmente espectacular, se tem sido abrandado nos últimos anos”.

http://www.forumlibertas.com/frontend/forumlibertas/noticia.php?id_noticia=31864&id_seccion=21

Uma pergunta mais: vais me impedir de nascer? A defesa da vida do nascituro chega a se contemplar hoje como uma questão retrógrada e anti-democrática, uma intromissão na intimidade da consciência no espaço público.

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12/11/2014 – Opinião

Uma pergunta mais: vais me impedir de nascer?

A defesa da vida do nascituro chega a se contemplar hoje como uma questão retrógrada e anti-democrática, uma intromissão na intimidade da consciência no espaço público.

A vida humana propõe sempre perguntas decisivas, as quais temos que dar uma resposta à altura do homem.

Jaime Vierna Garcia

Quando ouvimos todos os que têm ocasião de proclamar que seu máximo valor é a vida humana, observamos logo suas posições encontradas, quando se trata de defendê-la concretamente, nos dá a impressão é que não sabe muito bem em que consiste isso que chamamos de “vida humana”, e, de fato, periodicamente se levanta uma nova voz para defender um conceito diferente. Eu creio que não é uma má ideia ir ter, também neste caso, a uma enciclopédia.

Se eu quero saber o que é um ser perfeito, por exemplo, um triângulo, a enciclopédia me dá uma definição: “Figura plana formada por três retas que se cortam formando três ângulos”. Em troca, se busco um ser real, por exemplo, um gato, não é uma definição o que encontro, mas uma descrição: “Mamífero carnívoro felino digitígrado doméstico de uns cincoenta centímetros de comprimento…”, mas, isso sim, é uma descrição que se adapta a todos os gatos, desde os sumérios até os nossos. A coisa muda se buscamos a uma pessoa, por exemplo, a Cervantes: “Escritor espanhol nascido em Alcalá de Henares em 1547…”; já não há definição, e nem sequer uma descrição; agora o que temos é uma biografia, o relato de uma vida humana é sempre individual, não são permutáveis ou substituíveis pelo outro.

Nós não tendemos a perceber essas coisas. O traço distintivo da vida humana é seu caráter dramático, argumentativo. Mas ser argumentativo quer dizer que não está acabado, que temos que fazer, que é uma obra nossa -ao menos parcialmente: “a vida é o que fazemos e o que nos acontece”, dizia Ortega-, e que em cada momento pode se modificar, tomar outro rumo, enriquecer-se ou empobrecer-se, tornar-se mais ou menos intensa, cobrar maior ou menor plenitude; em definitivo, está constantemente fazendo-se, porque a pessoa tem sempre projetos e aspirações novos ou não cumpridos, é constitutivamente necessitado.

8 de outubro Dia Nacional do Nascituro

Uma das consequências de tudo isto é que não está certa essa ideia tão difundida de que “minha vida já está feita”: não há nenhuma vida humana presente que esteja feita “já”, todas estão fazendo-se, todas são ainda incompletas se as olhamos desde o final do trajeto. Porém isso não as faz menos valiosas: a riqueza de possibilidades é máxima no início, ainda que a medida que fazemos e nos acontecem coisas se vão obturando algumas delas, e outras se vão realizando, ao se criar as circunstâncias favoráveis oportunas.

Aprendemos outra coisa com nossa enciclopédia, que não podemos perguntar “o que é o homem?” ou “quem é o homem?”, ou, melhor, “quem é Cervantes?”, “ quem sou eu?” Não deveria ser necessário dizê-lo, mas assim é, porque cada vez estamos mais acostumados a pensar na pessoa em termos de coisa ou de animal, para “coisificá-la” ou para “animalizá-la”, e esse é o segredo para não entender nada, quando qualquer criança de quatro ou cinco anos poderia explicar-nos a diferença entre “que” e “quem”, entre “algo” e “alguém”.

Depois de ter aprendido tantas coisas em nossa enciclopédia, saímos para a rua e descobrimos que continua em questão se um embrião humano vivo possui vida humana. “Sim, desde a concepção, dizem alguns; “Não, não é vida humana a do embrião”, dizem os outros. E argumentam que não é vida humana porque não é indivisível, ou porque não é propriamente autônoma, em definitivo, porque não é ‘per-feita’ em seu sentido etimológico, porque não é ‘completa’. Mas precisamente o que aprendemos em nossa enciclopédia é que esse é o traço que define a vida humana: que não está completa, que está fazendo-se, que progride (ou ‘regressa': nem toda mudança é um progresso, como parece se crer) sempre.

Ah -dizem-, mas é que é uma questão de grau: dependeria de quanto progrediu desde o princípio, de quanto evoluiu. Se evoluiu só durante quatro semanas, isso não é uma vida humana; se evoluiu durante trinta, sim.

Pode-se defender esta afirmação a sério, solidamente, com argumentos? O que ocorreu entre a quarta e a trigésima semana que justifique? Nada concreto, nada específico permite tirar essa conclusão. E a resposta não pode ser “hoje não se sabe, mas se saberá algum dia”, porque, nesse caso teríamos que contestar que seguiremos o debate quando se souber, pois, tratando-se de vida humana, parece saudável conceder hoje o benefício da dúvida. Nenhum caçador dispararia contra algo que se move atrás de um arbusto até estar seguro de que o que ali se esconde não é “uma vida humana”.

À falta de solidez desta postura se acrescenta um traço quem sabe mais doloroso: se trata de uma afirmação cínica. Equivale a dizer que se pode disparar contra um homem desarmado que se dirige até nós quando está a quinhentos metros, e isso está certo; se se encontra a cem metros, isso não está certo; se já chegou, isso não se pode fazer.

Porém ouvimos outra argumentação: vida humana por vida humana, o humanismo deve dar vantagem a dos pais, uma vida cuja “qualidade” se veria notavelmente diminuída pela existência de uma criança. Produz-se assim uma situação em que a vida humana incipiente se vê ameaçada quando mais protegida deveria estar, justamente por quem se diria que mais deveria protegê-la, e isso em virtude de um balanço econômico, social ou político em que a vida humana conta como um bem físico equiparável a outros. Mas já vimos que a vida humana é ‘alguém’, e não pode se comparar com ‘algo'; pertence a outro gênero mais alto, mais nobre, mais rico, mais valioso.

Esta não é uma questão religiosa, mas algo algo anterior e mais geral: qualquer um que não estiver fechado ao encontro interpessoal e à voz da consciência pode entender o valor absoluto de toda vida humana. Por isso, no próximo dia 22 vamos concentrar-nos em Madri, porque o que estamos vendo é que, mesmo nossa sociedade formulando um direito à vida para “todos”, se propõe uma e outra vez novas restrições para quem não pode defender sua inclusão nesse “todos”.

A defesa da vida do nascituro chega a se contemplar hoje como uma questão retrógrada e antidemocrática, a intromissão da intimidade da consciência no espaço público. Sem necessidade de recordar que esses argumentos já são velhos, de cento e cincoenta anos –“um escravo não é um ser humano”, “ninguém é obrigado a ter escravos. Quem nãoo quer ter escravos que não os tenha, mas não pode impor seu critério aos demais”- há que advertir que se trata de um valor central desse humanismo do qual tão orgulhosos nos sentimos: se não quer ser egoísmo camuflado, o humanismo não deve se preocupar só de si mesmo, mas deve contar con as necessidades alheias e tentar senti-las como próprias para valorizá-las acertadamente.
No fundo, se trata de averiguar se estamos dispostos a por obstáculos para que outros homens consigam o que têm ao alcance da mão, é legítimo que consigam, e nós mesmos temos conseguido mais e valorizamos tanto; se estamos dispostos a por obstáculos para impedir que chegue o que “chegará se não se impedir”.

A vida humana propõe sempre perguntas decisivas, as quais temos que dar uma resposta à altura do homem. Hoje acrescentamos uma maos na lista: vais me impedir de me deslocar? Vais me impedir de me reunir com minha família? Vais me impedir de desenvolver um trabalho digno? Vais me impedir de me defender judicialmente? Vais me impedir de receber uma formação à altura de meu tempo? Vais me impedir de acessar os meios de cultura? Vais me impedir de acessar os meios de subsistência?,… Vais me impedir de nascer?

As amarrações das bruxas pedidas por sua mãe a deixaram tetraplégica... um exorcista a salvou do abismo.

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