Uma imagem da Virgem, carbonizada pelos ataques na Nigéria, avivou a fé dos católicos.O arcebispo animou a colocar as cinzas das igrejas queimadas diante da imagem carbonizada da Virgem Maria.

carifilii.es

Una imagen de la Virgen, carbonizada por los ataques en Níger, aviva la fe de los católicos

Uma imagem da Virgem, carbonizada pelos ataques na Nigéria, avivou a fé dos católicos.

O arcebispo animou a colocar as cinzas das igrejas queimadas diante da imagem carbonizada da Virgem Maria.

Aciprensa/ReL – 28 janeiro 2015 – religionenlibertad.com

Uma imagem da Virgem Maria que ficou carbonizada após os ataques dos islâmicos em meados do mês em Niamey (Nigéria), avivou a fé dos cristãos neste país africano, onde o arcebispo emérito da capital, Mons. Michel Cartatéguy, animou os sacerdotes a recolher as cinzas que restaram de suas paróquias incendiadas para serem usadas na Páscoa.

Em 22 de janeiro Michel Cartatéguy reuniu todos os sacerdotes para celebrar uma cerimônia em torno da imagem, que ardeu durante os ataques de 16 e 17 de janeiro.

Segundo informou o site da web da Igreja Católica na Nigéria (http://eglisecatholiqueauniger.org), esta imagem da Virgem que ficou carbonizada “é algo muito simbólico! Porque esta imagem, pertencente à paróquia de Santo Agostinho, é um dos raros objetos de piedade que não se consumiram nos incêndios que afetaram as igrejas”.

Os sacerdotes ofereceram à Virgem Maria seu sofrimento e confiaram à Mãe de Deus as esperanças da comunidade cristã, aturdida após os assaltos contra os cristãos, onde morreram 10 pessoas e 12 igrejas católicas foram queimadas [além de numerosas igrejas protestantes. Nota de CariFilii].

O Arcebispo Cartatéguy convidou cada comunidade de sacerdotes a depositar as cinzas recolhidas de suas paróquias aos pés da imagem da Virgem. “Esta imagem representa todas as imagens que foram queimadas… e são a prova de que Deus não nos abandona… estas cinzas que temos hoje aqui, se usarão para acender a chama do círio Pascal. Sim, cinzas, em que também nós nos converteremos!”, afirmou Mons. Cartatéguy.

Os ataques dos islâmicos foram em protesto elas caricaturas de Maomé que a revista francesa Charlie Hebdo publicou depois do atentado em Paris em 7 de janeiro passado.

Mesmo assim, se informou que devido ao fato de que as igrejas ficarem gravemente destruídas, as Missas do domingo de 25 de janeiro se celebraram sob barracas de campanha, com assentos emprestados e altares improvisados. Inclusive em alguns casos os sacerdotes tiveram que celebrar as Missas sem suas vestes litúrgicas, porque também foram queimadas nos ataques.

Durante a homilia, o novo Arcebispo de Niamey, Mons. Laurent Lompo, e Mons. Cartatéguy, animaram os fiéis a alimentar a esperança e pedir para que não voltassem a suceder atos de vandalismos, cujos danos -tetos destruídos, muros arrasados, e bancos calcinados- se estimam em mais de dois milhões de dólares.

Fotos dos destroços e a reconstrução (artesanal e precária), assim como contas para donativos às missão católica na Nigéria no Facebook da Igreja na Nigéria.

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Na pequena ilha de Tumaco (Colômbia), um tsunami se deteve quando um sacerdote abençoou o mar com o Santíssimo Sacramento exposto.

ReligionenLibertad.com

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Na pequena ilha de Tumaco (Colômbia)

Um tsunami se deteve quando um sacerdote abençoou o mar com o Santíssimo Sacramento exposto

Tsunami em San José

Quando um sacerdote com amor e fé confia seu ministério ao Santíssimo Sacramento, efetivamente pode mover montanhas ou dispersar tsunamis…

Portaluz – 17 janeiro 2015 – religionenlibertad.com

O tsunami do ano 2010 que assolou as costas do Chile após o terremoto provocado pela quebra de uma placa continental e oceânica em sua constante fricção, é um tipo de evento que durante os últimos séculos vem se repetindo em diversos lugares do planeta.

Um milagre que freou o tsunami
Há algumas décadas na pequena ilha de Tumaco (Colômbia) ocorreu um violento tsunami que ensinou seus habitantes que Deus, presente no Santíssimo Sacramento, age quando seus sacerdotes e fiéis o invocam com amor e fé.

Os fatos ocorreram em 31 de janeiro de 1906. Às dez da manhã os habitantes dessa pequeníssima ilha do Pacífico sentiram um forte terremoto que durou por volta de 10 minutos. Então, todo o povo correu para a igreja para suplicar ao pároco, o Padre Gerardo Larrondo e ao Padre Julian, que organizassem imediatamente uma procissão com o Santíssimo Sacramento.

Quando o mar avançou recolhendo-se, tendo já coberto cerca de um quilômetro e meio do litoral, com a ameaça de formar uma imensa onda, o Padre Gerardo, atemorizado, consumiu todas as Hóstias consagradas do cibório e conservou só a Hóstia Magna.

Depois, dirigindo-se ao povo, exclamou: “Vamos meus filhos, vamos todos à praia e que Deus tenha piedade de nós!”.
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Cristo na Eucaristia… e a natureza obedeceu
Sentindo-se seguros diante da presença de Jesus Eucaristia, todos marcharam entre prantos e aclamações a Deus. Quando o Padre Larrondo chegou à praia, baixou corajosamente às margens com a custódia na mano. No momento em que a onda estava chegando, levantou com mão firme e com o coração cheio de fé a Hóstia consagrada e diante de todos traçou o sinal da cruz. Foi um momento de altíssima solenidade.

Um milagre que todo o povo foi testemunha
A onda continuou avançando mas antes que o Padre Larrondo e o Padre Julian percebessem, a população, comovida e maravilhada gritou: “Milagre, milagre!”. Com efeito, como se fosse detida por uma força invisível e superior à natureza, a potente onda que ameaçava apagar da terra o povoado de Tumaco tinha iniciado seu retrocesso, enquanto o mar voltava ao seu nível normal.

Os habitantes de Tumaco, em meio da euforia e da alegria por terem sido salvos da morte graças a Jesus Sacramentado, davam mostras de fervente gratidão. Todo o mundo soube do Milagre de Tumaco e o Padre Larrondo recebeu também do continente europeu numerosas cartas que pediam orações.

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Cardeal Müller: ‘Pobre para os pobres, uma teologia que nos liberta’ Aleteia entrevistou o cardeal Gerhard Müller com motivo da publicação de seu livro ‘Pobre para los pobres’, com o prólogo feito pelo Papa Francisco.

aleteia.org

Cardinal Muller

Cardeal Müller: ‘Pobre para os pobres, uma teologia que nos liberta’
Aleteia entrevistou o cardeal Gerhard Müller com motivo da publicação de seu livro ‘Pobre para los pobres’, com o prólogo feito pelo Papa Francisco

ALETEIA

Cardeal MullerDR /Aleteia

O cardeal Gerhard Müller é o prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé (CDF), o órgão encarregado de promover e de garantir a doutrina em matéria da fé e da moral, e que durante muito tempo foi presidida pelo Cardeal Joseph Ratzinger.

Ordenado bispo por João Paulo II, nomeado para dirigir a CDF por Bento XVI e criado cardeal por Francisco, este alemão de 66 anos é um teólogo de renome, mas também um habitual das favelas peruanas e um especialista europeu no movimento da Teologia da Libertação.

Crônica de um encontro exclusivo com um homem da Igreja pouco comum, para quem a teologia é um discurso sobre o divino não desconectado do humano, para quem os pobres nunca são objeto de uma reflexão teórica.

– O senhor escreveu muito sobre a Teologia de la Liberación, corrente pouco conhecida ou mal entendida pelos católicos. Qual é o sentido cristão da libertação?

– Como corrente de pensamento, a Teologia da Libertação nasceu na América Latina após o Concílio Vaticano II, pelas obras do sacerdote peruano Gustavo Gutierrez.

– Porém a libertação é em primeiro lugar um tema bíblico, porque Jesus libertou os homens do pecado e da morte.

– Também tem um efeito social. Não, Jesus não veio trazer um paraíso terreno, mas o Reino de Deus. E este reino de Deus consiste no fato de amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo.

– Vivemos em sociedade, pertencemos a comunidades humanas. Por isso a libertação da morte e do pecado tem consequências sociais.

– Assim, a convivência entre homens deve caracterizar-se por princípios morais, individuais e sociais. A Igreja tem como missão fazer presente e comunicar este direito natural, estes princípios morais.

– Em dois mil anos tem passado por situações sociais e históricas de mudanças! Recordemos quando no século XVI, durante o processo de conquista da América Latina, a Igreja estava ao lado dos mais fracos.
Bartolomedelascasas
– O dominicano espanhol Bartolomeu de las Casas é uma grande figura da defesa dos direitos dos índios. Talvez algum dia tenha um processo de canonização! Era contemporâneo de outros intelectuais reunidos na Escola de Salamanca que denunciarm a escravidão de seres humanos. Muitos papas desta época condenaram também estas situações em documentos pontifícios.

– Sob o Terceiro Reich, outra situação de extrema negação dos direitos humanos, Bartolomeu de Las Casas se converteu em um símbolo da resistência e da libertação. Em 1938, o dramaturgo alemão Reinhold Schneider imaginou um encontro entre Las Casas e Charles Quint em sua obra ‘Las Casas versus Karl V’. Las Casas se converteu na voz dos homens de seu tempo, entre eles os judeus.

– Para Gutierrez e para nós, estes exemplos não são só reminiscências históricas, mas acontecimentos que nos afetam.

– Esta teologia é portanto atual? Pode-se falar dela por toda situação ou a Igreja se compromete com a miséria humana?

– Vivemos no século XXI, depois da revolução industrial: nossa época permanece marcada pelo colonialismo, por um falso eurocentrismo.

– A Teologia da Libertação nasceu em um contexto de grande dependência dos países da América do Sul com respeito à Europa. Neste sentido, sim, se pode aplicar de maneira analógica aos países da África e da Ásia.
doctrina de la fe
– A Teologia da Libertação se interroga hoje sobre a possibilidade de proclamar a dignidade do homem em um contexto de ausência de liberdade e de opressão e de desprezo pelos direitos humanos fundamentais.

http://www.aleteia.org/es/sociedad/entrevistas/cardenal-muller-pobre-para-los-pobres-una-teologia-que-nos-libera-5897108032847872

Segue-se baixando a guarda diante do aumento da AIDS: mais da metade dos novos casos, é de sexo entre gays.

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aids

Homossexualismo político

Segue-se baixando a guarda diante do aumento da AIDS: mais da metade dos novos casos, é de sexo entre gays.

27/11/2014 – ForumLibertas.com

O Ministério da Saúde constata que, entre os 3.278 novos diagnósticos de infecção por HIV na Espanha em 2013, o grupo de homens que mantém relações sexuais com homens foi o único que cresceu e supõe-se que 51,2% do total.

“Entre nós: usam preservativos” (2007), uma das muitas campanhas para frear a AIDS com os preservativos; mas o HIV segue avançando entre o grupo homossexual.

ForumLibertas.com

Coincidindo com a proximidade do Dia Mundial da AIDS, que se celebra em 1º de dezembro, o Ministério da Saúde publicou os dados sobre as novas infecções por HIV na Espanha correspondentes a 2013. Uma primeira conclusão foi que as taxas globais de contágios se mantém estáveis em relação ao ano anterior. No entanto, existem surpresas.

No estudo ‘A Vigilância epidemiológica do HIV/SISA na Espanha. Atualização de 30 de junho de 2014’, publicado este mês de novembro, informa que no ano de 2013 “se notificaram 3278 novos diagnósticos de HIV”, e estima-se que, uma vez feitas as correções pertinentes, “a taxa para 2014 será de 10,3 por 100.000 habitantes quando se tenha completado a notificação de todos os diagnósticos realizados nesse ano”.

Se se compara com os números do ano anterior, se observa uma certa estabilização: em 2012 foram 3.210 novos casos. Agora, quando se analisa a “tendência do período 2008-2013”, se observam as diferenças na incidência de novos diagnósticos de HIV segundo os grupos.

Então, enquanto “a incidência entre usuários de drogas injetáveis (UDI) é descendente, entre heterossexuais os casos descem levemente em mulheres e se mantém estáveis em homens”, entre o grupo de homossexuais “a tendência é ascendente”. E é graças a estas tendências contrapostas que “as taxas globais estão bastante estáveis”.

Mais da metade dos casos, é de sexo entre gays

Esta conclusão se traduz nas seguintes cifras: dos 3.278 novos diagnósticos, 51,2% corresponde a homens que tem mantido relações sexuais com outros homens (HSH), como se pode observar no gráfico que segue na continuação.

Ao mesmo tempo, e por ordem decrescente, 28,5% se deve a relações entre heterossexuais; 15,3% de casos desconhecidos; 4,4% de usuários de drogas injetáveis; 0,3% relacionados entre mãe-filho; e otro 0,3% de “outros”.

Por outro lado, em termos globais e em razão do sexo, 85,1% eram homens e 14.9% mulheres. E se falamos dos grupos por idade, o mais afetado é o que está entre os 30 e 39 anos, seguido de 40-49, 25-29, mais de 49, 20-24, 15-19 e menos de 15, como se vê neste outro gráfico.

Quase 30.000 diagnósticos em 10 anos

Outros dados do estudo mostram que “desde o ano de 2003, e com as sucessivas incorporações ao sistema, se notificaram num total de 29.987 diagnósticos de infecção por HIV, como se vê na “tabela 1” do informativo, ao pé desta informação, mostra os dados desde essa data pelas Comunidades Autônomas.

O informativo também conclui que a taxa global de novos diagnósticos do virus na Espanha “está em níveis similares aos de outros países da Europa ocidental. No entanto, mesmo com a melhora a respeito de décadas passadas é indubitável, a taxa é superior à média da União Europeia”.

O Ministério adverte que “a infecção por HIV é uma infecção que se transmite majoritariamente por via sexual. Por isso, sem descuidar de outras formas de transmissão, é necessário implantar e reforçar ações eficazes para prevenir a transmissão por esta via, adequando-as às circunstâncias”

Também “as relações sexuais não protegidas entre homens, que ocupam o primeiro lugar quanto ao mecanismo provável de infecção no conjunto global de dados, também são maioria entre as pessoas nascidas na Espanha e entre os homens, sejam espanhóis ou extrangeiros. Por isso, o grupo de homens com homens é prioritário para os programas de prevenção, especialmente o grupo entre 20 e 35 anos”.

Como uma última conclusão, o estudo sublinha que “a respeito dos novos casos de AIDS, a informação apontada pelo Registro Nacional indica que, após quase duas décadas de tratamento antirretroviral eficaz, a redução da incidência da AIDS na Espanha tem sido enorme. Não obstante, este descenso, inicialmente espectacular, se tem sido abrandado nos últimos anos”.

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Uma pergunta mais: vais me impedir de nascer? A defesa da vida do nascituro chega a se contemplar hoje como uma questão retrógrada e anti-democrática, uma intromissão na intimidade da consciência no espaço público.

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12/11/2014 – Opinião

Uma pergunta mais: vais me impedir de nascer?

A defesa da vida do nascituro chega a se contemplar hoje como uma questão retrógrada e anti-democrática, uma intromissão na intimidade da consciência no espaço público.

A vida humana propõe sempre perguntas decisivas, as quais temos que dar uma resposta à altura do homem.

Jaime Vierna Garcia

Quando ouvimos todos os que têm ocasião de proclamar que seu máximo valor é a vida humana, observamos logo suas posições encontradas, quando se trata de defendê-la concretamente, nos dá a impressão é que não sabe muito bem em que consiste isso que chamamos de “vida humana”, e, de fato, periodicamente se levanta uma nova voz para defender um conceito diferente. Eu creio que não é uma má ideia ir ter, também neste caso, a uma enciclopédia.

Se eu quero saber o que é um ser perfeito, por exemplo, um triângulo, a enciclopédia me dá uma definição: “Figura plana formada por três retas que se cortam formando três ângulos”. Em troca, se busco um ser real, por exemplo, um gato, não é uma definição o que encontro, mas uma descrição: “Mamífero carnívoro felino digitígrado doméstico de uns cincoenta centímetros de comprimento…”, mas, isso sim, é uma descrição que se adapta a todos os gatos, desde os sumérios até os nossos. A coisa muda se buscamos a uma pessoa, por exemplo, a Cervantes: “Escritor espanhol nascido em Alcalá de Henares em 1547…”; já não há definição, e nem sequer uma descrição; agora o que temos é uma biografia, o relato de uma vida humana é sempre individual, não são permutáveis ou substituíveis pelo outro.

Nós não tendemos a perceber essas coisas. O traço distintivo da vida humana é seu caráter dramático, argumentativo. Mas ser argumentativo quer dizer que não está acabado, que temos que fazer, que é uma obra nossa -ao menos parcialmente: “a vida é o que fazemos e o que nos acontece”, dizia Ortega-, e que em cada momento pode se modificar, tomar outro rumo, enriquecer-se ou empobrecer-se, tornar-se mais ou menos intensa, cobrar maior ou menor plenitude; em definitivo, está constantemente fazendo-se, porque a pessoa tem sempre projetos e aspirações novos ou não cumpridos, é constitutivamente necessitado.

8 de outubro Dia Nacional do Nascituro

Uma das consequências de tudo isto é que não está certa essa ideia tão difundida de que “minha vida já está feita”: não há nenhuma vida humana presente que esteja feita “já”, todas estão fazendo-se, todas são ainda incompletas se as olhamos desde o final do trajeto. Porém isso não as faz menos valiosas: a riqueza de possibilidades é máxima no início, ainda que a medida que fazemos e nos acontecem coisas se vão obturando algumas delas, e outras se vão realizando, ao se criar as circunstâncias favoráveis oportunas.

Aprendemos outra coisa com nossa enciclopédia, que não podemos perguntar “o que é o homem?” ou “quem é o homem?”, ou, melhor, “quem é Cervantes?”, “ quem sou eu?” Não deveria ser necessário dizê-lo, mas assim é, porque cada vez estamos mais acostumados a pensar na pessoa em termos de coisa ou de animal, para “coisificá-la” ou para “animalizá-la”, e esse é o segredo para não entender nada, quando qualquer criança de quatro ou cinco anos poderia explicar-nos a diferença entre “que” e “quem”, entre “algo” e “alguém”.

Depois de ter aprendido tantas coisas em nossa enciclopédia, saímos para a rua e descobrimos que continua em questão se um embrião humano vivo possui vida humana. “Sim, desde a concepção, dizem alguns; “Não, não é vida humana a do embrião”, dizem os outros. E argumentam que não é vida humana porque não é indivisível, ou porque não é propriamente autônoma, em definitivo, porque não é ‘per-feita’ em seu sentido etimológico, porque não é ‘completa’. Mas precisamente o que aprendemos em nossa enciclopédia é que esse é o traço que define a vida humana: que não está completa, que está fazendo-se, que progride (ou ‘regressa’: nem toda mudança é um progresso, como parece se crer) sempre.

Ah -dizem-, mas é que é uma questão de grau: dependeria de quanto progrediu desde o princípio, de quanto evoluiu. Se evoluiu só durante quatro semanas, isso não é uma vida humana; se evoluiu durante trinta, sim.

Pode-se defender esta afirmação a sério, solidamente, com argumentos? O que ocorreu entre a quarta e a trigésima semana que justifique? Nada concreto, nada específico permite tirar essa conclusão. E a resposta não pode ser “hoje não se sabe, mas se saberá algum dia”, porque, nesse caso teríamos que contestar que seguiremos o debate quando se souber, pois, tratando-se de vida humana, parece saudável conceder hoje o benefício da dúvida. Nenhum caçador dispararia contra algo que se move atrás de um arbusto até estar seguro de que o que ali se esconde não é “uma vida humana”.

À falta de solidez desta postura se acrescenta um traço quem sabe mais doloroso: se trata de uma afirmação cínica. Equivale a dizer que se pode disparar contra um homem desarmado que se dirige até nós quando está a quinhentos metros, e isso está certo; se se encontra a cem metros, isso não está certo; se já chegou, isso não se pode fazer.

Porém ouvimos outra argumentação: vida humana por vida humana, o humanismo deve dar vantagem a dos pais, uma vida cuja “qualidade” se veria notavelmente diminuída pela existência de uma criança. Produz-se assim uma situação em que a vida humana incipiente se vê ameaçada quando mais protegida deveria estar, justamente por quem se diria que mais deveria protegê-la, e isso em virtude de um balanço econômico, social ou político em que a vida humana conta como um bem físico equiparável a outros. Mas já vimos que a vida humana é ‘alguém’, e não pode se comparar com ‘algo’; pertence a outro gênero mais alto, mais nobre, mais rico, mais valioso.

Esta não é uma questão religiosa, mas algo algo anterior e mais geral: qualquer um que não estiver fechado ao encontro interpessoal e à voz da consciência pode entender o valor absoluto de toda vida humana. Por isso, no próximo dia 22 vamos concentrar-nos em Madri, porque o que estamos vendo é que, mesmo nossa sociedade formulando um direito à vida para “todos”, se propõe uma e outra vez novas restrições para quem não pode defender sua inclusão nesse “todos”.

A defesa da vida do nascituro chega a se contemplar hoje como uma questão retrógrada e antidemocrática, a intromissão da intimidade da consciência no espaço público. Sem necessidade de recordar que esses argumentos já são velhos, de cento e cincoenta anos –“um escravo não é um ser humano”, “ninguém é obrigado a ter escravos. Quem nãoo quer ter escravos que não os tenha, mas não pode impor seu critério aos demais”- há que advertir que se trata de um valor central desse humanismo do qual tão orgulhosos nos sentimos: se não quer ser egoísmo camuflado, o humanismo não deve se preocupar só de si mesmo, mas deve contar con as necessidades alheias e tentar senti-las como próprias para valorizá-las acertadamente.
No fundo, se trata de averiguar se estamos dispostos a por obstáculos para que outros homens consigam o que têm ao alcance da mão, é legítimo que consigam, e nós mesmos temos conseguido mais e valorizamos tanto; se estamos dispostos a por obstáculos para impedir que chegue o que “chegará se não se impedir”.

A vida humana propõe sempre perguntas decisivas, as quais temos que dar uma resposta à altura do homem. Hoje acrescentamos uma maos na lista: vais me impedir de me deslocar? Vais me impedir de me reunir com minha família? Vais me impedir de desenvolver um trabalho digno? Vais me impedir de me defender judicialmente? Vais me impedir de receber uma formação à altura de meu tempo? Vais me impedir de acessar os meios de cultura? Vais me impedir de acessar os meios de subsistência?,… Vais me impedir de nascer?

As amarrações das bruxas pedidas por sua mãe a deixaram tetraplégica... um exorcista a salvou do abismo.

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“Monsenhor Borras, vigário do Opus Dei na África do Sul: “Dando a volta na África do Sul você dá a volta na África”

forumlibertas.com

16/09/2014 – Entrevistas

“Monsenhor Borras, vigário do Opus Dei na África do Sul: “Dando a volta na África do Sul você dá a volta na África”

O filólogo Jordi Picazo conversou com este engenheiro catalão ordenado sacerdote, sobre como eles vivem a beatificação de Dom Álvaro de Portillo, a comunidade de católicos na África do Sul, uns 6% da população, e os desafios da Igreja no continente africano

Monsenhor Anton Borras Cabaces, vigário do Opus Dei na África do Sul

Jordi Picazo

Monsenhor Anton Borras Cabaces nasceu em Reus, Tarragona, em 1960 e é engenheiro industrial pela UPC, Universidade Politécnica da Catalunha. Depois de vários anos como diretor do Col·legi Major Pedralbes em Barcelona, foi para Roma para completar seus estudos de teologia. Foi ordenado sacerdote do clero da Prelazia em setembro de 1999. Pouco mais tarde obteve o doutorado em filosofia por “História das ideias na política”, pela Universidade Pontifícia da Santa Cruz de Roma.

Além de suas responsabilidades como vigário do Opus Dei na África do Sul, Padre Anton Borras desenvolveu sua atividade apostólica na área de Joanesburgo, exercendo a direção espiritual das almas, dando aulas, pregando exercícios espirituais e em viagens apostólicas frequentes em outras cidades da África do Sul.

Mantivemos esta conversa por vídeo-conferência, junto de sua mesa de trabalho em sua casa de Joanesburgo.

Extensão do trabalho do Opus Dei na África

O que faz o Opus Dei pela África?

O Opus Dei faz pela África o que faz em todo o mundo, de concreto o que faz é elevar o nível espiritual e o nível humano ali onde se encontra presente. Elevar o tom espiritual entendemos bem o que significa. Mas elevar o tom humano quer dizer desenvolver o máximo do potencial da pessoa e fomentar a consciência de que todas as pessoas são iguais e, dignidade porque são filhos de Deus. E isto é o que quer dizer elevar o tom humano. Capacitar a pessoa.

Em quais países da África desenvolve trabalho apostólico o Opus Dei?

Na consulta de Pediatria de Abigdala Center
na região de Ugundu State, República Democrática do Congo

A Obra está em países de língua inglesa, como África do Sul, Quênia – do Quênia realizam viagens para a Tanzânia-, Uganda -do qual fazem viagens para Ruanda-, Nigéria -da Nigéria viajamos para Gana; também em países de língua francesa como Congo, Camarões e Costa do Marfim. Nós mesmos, da África do Sul vamos a Botswana e a Swazilândia; ou seja, estamos chegando a bastantes lugares.

Em países como Quênia e Nigéria o trabalho está bastante desenvolvido; têm obras corporativas com muita tradição: o Quênia tem universidade como a Strathmore University; a Nigéria tem a Universidade Pan Atlantic University; na Costa de Marfim também está em andamento uma universidade. Tanto na Nigéria como no Quênia a Obra têm escolas de negócios reconhecidas na África do Sul e na Europa; foram apoiados pelo IESE da Universidade de Navarra no princípio e agora já tem características e peso específico próprios: em Lagos está a Lagos Business School, e em Nairobi a Strathmore Business School. As duas têm contatos com as escolas de negócios mais importantes de África do Sul. Em resumo, a Obra tem uma presença estável na África.

“Como os fins do Opus Dei são exclusivamente espirituais, as atividades que organiza, são também de índole espiritual”

Quando iniciou o trabalho estável do Opus Dei na África do Sul? E, Há algum traço que arremate o trabalho apostólico neste país singular? Às vezes se fala do continente africano como se fosse um país e cada país africano seria como uma cidade grande. Às vezes falamos de Londres, Berlim e África…

O primeiro centro do Opus Dei na África do Sul foi erigido no ano de 1998. Vieram para Joanesburgo um português, dois nigerianos, um brasileiro e dois espanhóis. Uma combinação muito interessante. Em 2006, o Arcebispo de Joanesburgo confiou uma paróquia para sacerdotes da Prelazia, a Mater Dolorosa. Isso facilita para que as pessoas ouçam falar do Opus Dei.

Como os fins do Opus Dei são exclusivamente espirituais as atividades que o Opus Dei organiza são de caráter espiritual como palestras, seminários, jornadas de reflexão, retiros, etc. Além disso alguns fiéis do Opus Dei junto com cooperadores e amigos levam a cabo projetos sociais em Soweto, e em Mamelodi; Soweto é parte da grande Joanesburgo, Mamelodi é um “distrito” por fora de Pretória: são lugares com muita população e necessidades de todo tipo. Os programas que atualmente estão implantando são aulas no horário extra-escolar de matemática, inglês e química aplicada a garotos do décimo ano que vão de 15 a 16 anos. São programas integrados onde se incluem também aulas sobre virtudes humanas e Catequese. A formação humana que se tenta transmitir toca pontos como a honradez, a sinceridade, aprender a apresentar-se com dignidade no vestir, nos modos, cuidado com o asseio pessoal, etc.

Outra atividade promovida pelos membros do Opus Dei são os campos de trabalho. Há dois meses, mais de cinquenta garotos que terminaram o bacharelado e começaram na universidade do colégio Retamar de Madrid tem feito um projeto muito interessante. Construiu-se um orfanato em Barkley East, província de Aliwal North, Easter Cape. Estiveram ali 20 dias. Além das tarefas de construção, como o contingente humano era elevado, aproveitaram para limpar casas, pintar, assentar casas para pessoas que não podem fazer por si mesmas. Esta zona de África tem um índice de HIV elevadíssimo e a maioria das crianças órfãs são portadoras do virus.

O senhor foi membro Delegado do Conselho da Prelazia do Opus Dei simultaneamente para o Canadá e a Austrália. Isto o preparou para a África, ou a África o surpreendeu?


O Conselho da Prelazia está em Roma, onde há uma Comissão permanente; e depois alguns membros do Conselho vivem em diferentes países e viajam regularmente a Roma ois pertencem ao órgão do governo central da Obra, e também ao órgão de governo do país em que vivem. É como uma ligação entre Roma e o país em questão. É claro que estes cargos me prepararam, e talvez tenha me preparado especialmente o ter trabalhado na Austrália. A África olha muito para a Austrália e a Austrália olha para a África do Sul. Antes de vir a Joanesburgo já tinha muitos amigos da África do Sul em Sidney, porque há uma forte imigração de sul africanos para a Austrália.

Ao chegar aqui percebi que isso que lhe conto tem sua razão de ser pois são países que, socialmente muito diferentes, têm pontos em comum pela influência da Corôa britânica.

Álvaro de Portillo e a África

Como o senhor tratou ao Monsenhor Álvaro de Portillo, primeiro sucessor de São Josemaria e futuro beato?

Conheci pessoalmente Dom Álvaro de Portillo em 1986 quando foi à Barcelona, e estive convivendo com ele aquelles dias. Posteriormente estive mais perto dele em 1992 quando me mudei para Roma para realizar meus estudos de teologia. Em 1994 Dom Álvaro faleceu. De 92 a 94 o via quando eu ia trabalhar na sede central do Opus Dei, Villa Tévere. Nunca tive longas conversas com ele, pois eram conversas breves, mas mesmo assim, bastante frequentes. Dom Álvaro era sempre extremadamente carinhoso comigo [sorri al o recordar].

Recordo um dia que D. Álvaro tinha que sair, e eu estava nesse momento para pegar um carro e por alguma razão o motorista não chegava. D. Javier estava um pouco nervoso e eu também.
D. Álvaro nos acalmou e nos disse para não nos preocuparmos que em seguida chegaria. Sempre era desta manera, transmissor de paz e serenidade.

“Dom Álvaro tinha a África em seu coração. Sob seu impulso o Opus Dei começou em países como Costa do Marfim, Camarões, República Democrática do Congo”

Dom Álvaro morreu 5 anos antes que começasse o trabalho na África do Sul mas pôde impulsionar diretamente o trabalho no Quênia, na Nigéria, na Costa do Marfim, etc. Foi o Quênia o primeiro lugar onde o Opus Dei começou a trabalhar na África?

Hospital Monkole

D. Álvaro tinha a África em seu coração. Sob seu estímulo o Opus Dei começou em países como Costa de Marfim, Camarões, Rep. Democrática do Congo (antes Zaire). Quênia foi o primeiro país africano em 1956 pelo desejo de e com as orações de São Josemaria. Dom Álvaro impulsionou muitos projetos na África. Fui testemunha do estímulo que deu para a construção de Monkole Hospital em Kinsasha. Também da ampliação de Strathmore College em Nairobi, que passou de escola de Habilitação em Contabilidade para universidade e hoje em dia tem mais de dez licenciaturas e uma escola de Negócios.

Professor David Sperling, com o qual estive em Londres.
Um dos fundadores do Stratmore University, deixou sua cidadania americana pela queniana.

Como se vive em Joanesburgo a peregrinação à beatificação e a devoção ao futuro beato?

Estamos vivendo o dia a dia dos preparativos. Formamos um bom grupo, a decisão de ir foi tomada no mês de maio, que foi quando se compraram mais de 50 bilhetes: vamos por volta de 70 pessoas, mais outros que aparecerão no último momento. São pessoas que foram se animando pouco a pouco. O que fizeram os peregrinos foi comprar a biografia de Dom Álvaro, e realmente as pessoas estão aprendendo coisas: percebes que pelas perguntas que fazem é porque leram a biografia do futuro beato e valorizam sua santidade. É muito bonito.

A igreja da África e a igreja em Joanesburgo, Católica e também a nãoo católica de diferentes confissões cristãs, como se aproximam da figura do novo beato como personagem cristão destacado?

O mundo católico da África do Sul é muito pequeno, uns 6% da população. Destes, muitos estão em lugares que eu não cheguei, mas sim pela ação do Espírito. Todos os bispos sabem sobre a beatificação, mas em nível geral o conhecimento do evento não é geral.

Como é o trabalho apostólico em Joanesburgo, com os ricos e com os pobres? Joanesburgo é a cidade da África com mais multi-milionários, e por sua vez estão os homens em espiral. Como está o Opus Dei disposto a chegar a uns e outros?

O Opus Dei não é para ricos ou para pobres, é para todos: para ricos e para pobres. As atividades são dirigidas a pessoas de toda classe e condição social e logicamente há pessoas que participam do trabalho do Opus Dei e que têm meios econômicos e outros que têm menos. Em qualquer caso em todos há que despertar a responsabilidade social.

Os programas de Soweto e Mamelodi são uns programas que tocam muita miséria: por exemplo nós quando estamos com estes garotos temos que lhes dar de comer. Se não lhes der de comer não virão. Os adolescentes vêm também,mesmo que exclusivamente, porque comem. Mas também como se trata de uma atividade que vai das três às cinco da tarde, ali dentro deves colocar merenda, e uma merenda que seja generosa. Não um copo de leite e um biscoito, isso não.

“Na África do Sul há um fracasso educativo muito grande: os jovens acabam o colégio, o curso com um nível baixo e há muito fracasso universitário”

Bem, o mesmo acontece nos países onde também se mistura terceiro e primeiro mundo, como Argentina, onde em muitíssimos colégios públicos o alimento mais substancioso ou o único leite que bebem é no colégio ao chegar.

Neste sentido podemos dizer que estamos chegando às “periferias existenciais” das quais fala o Papa Francisco. Estamos tocando bolsões de pobreza. Com os ricos, nas camadas altas custa mais chegar; e custa mais chegar porque já lhe disse que a porcentagem de católicos é pequena e há pouco conhecimento da fé e da Igreja Católica. Bom, pouco a pouco, se estiver no país vais conhecendo pessoas que são muito ricas; como disse, em Joanesburgo há milionários e bilionários. Custa que apreciem o valor dos projetos que apresentas. Os projetos aqui estão calculados para o número de pessoas que se beneficiarão. Mas não pela qualidade intrínseca do projeto. Existe um fracasso educativo muito grande: os jovens acabam o colégio, o curso “matric” (matriculation) -o último ano do bacharelado-, nome que também recebe o título que obtêm, com um nível baixo. Existe muito fracasso universitário, garots procedentes de escolas nos lugares marginais: entram na universidade e ficam estagnados.

Esta é uma preocupação muito grande, e nós desenvolvemos algum projeto nesta linha, tentando ajudar estes garotos para que quando cheguem na universidade não seja para eles uma barreira; não seja um muro que não podem ultrapassar. Estamos preparando-os não só com um nível científico-acadêmico mas oferecendo-lhes uma boa formação humana. Parte desta preparação é que creçam em auto-confiança, pois muitos jovens se encontram complexados. Direi-te que há garotos na universidade que não têm onde dormir; alguns dormem na biblioteca, e assim não se pode fazer uma carreira: é muito difícil fazer uma carreira dormindo na biblioteca e comendo o que os outros te dão pois o Estado lhes dá uma bolsa que cobre só a matrícula.

Tens que pensar que as primeiras eleições livres foram em 1994. Até 1994 não se sabia o que aconteceria com este país. Era o fim de uma era, do “apartheid”, e o começo da época democrática com muita tensão. Foi um momento em que muita gente, muitos brancos, deixaram o país. Então pensavas o que aconteceria aqui, como acabaria tudo? A transição deste país foi um milagre.

O Opus Dei começou na África do Sul quando exista um mínimo de garantia de paz social, não ausência de criminalidade porque onde existem tantas diferenças sociais sempre haverá insegurança. Então chegou o momento, quando o Prelado já era Mons. Javier Echeverria, que pôde começar um trabalho estável.

Dom Álvaro sempre tevo a ideia de começar em seguida quando houvesse um mínimo de garantia. Na realidade o primeiro a falar em começar na África do Sul foi São Josemaria: quando o cardeal de Cape Town, Owen Mc Cann o visitou nos anos 60 e lhe pediu que o Opus Dei começasse na África do Sul. Naquele momento não havia pessoas disponíveis: se acabava de começar no Quênia, e na Nigéria.

Dom Javier Echeverria, o atual Prelado, nos está recordando continuamente que a África do Sul estava na mente de São Josemaria. Teria sido melhor se tivesse podido começar nos anos 80 mas Mandela estava na prisão e havia uma tensão grande no país. De fora da África do Sul somente se via o “apartheid”, havia uma condenação internacional por causa desta situação.

Tem a África do Sul alguma responsabilidade cara ao resto da África?

África do Sul tem muita responsabilidade. Todos os países da África estão olhando a África do Sul e a África do Sul é a Terra prometida, em especial Joanesburgo, que é uma cidade muito cosmopolita. Principalmente vê-se muitos zimbabuenses, moçambicanos, malawis, etc. Gente de toda parte, de todos os países da África querem vir para a África do Sul, instalar-se aqui: o nível de vida é muito mais alto e, apesar das dificuldades, há ainda mais oportunidades que no resto dos países da África.

Gauteng, a província onde está Joanesburgo e Pretória representa 60% da economia da África do Sul. Isso é muito, tem uma malha viária e uma infra-estructura de país do primeiro mundo. Há outras províncias nas quais a malha viária é precária e a infraestrutura muito básica, por exemplo Western Cape. Mas sim, é verdade, todos os países na África olham para seus vizinhos do Sul.

Por outro lado é preciso analisar muito bem a situação e ser prudente porque a mesma caridade te mostra que não podes alongar mais o braço que a manga. A África do Sul tem muitos recursos naturais mas também necessita manter uma ordem, manter uma política, um balanço; uma política de imigração que sem ser injusta proteja o bem comum.

Projeto TOT da fundação Kianda, para a promoção da mulher africana, promovido pelas mulheres do Opus Dei

Um dos grandes problemas da África do Sul é o relacionado com a família. A família está completamente destruída; não existe. Para construir um país, se não tens a família como base, é muito difícil educar com valores. É muito difícil criar uma classe média que tenha formação cultural e valores: há muitas coisas que se podem mudar mas requer qualidade humana em todos os níveis para que as pessoas possam fazer.

Tens pensado na possibilidade da formação à distância, em colaboração com trabalhos já desenvolvidos em outras partes do mundo; em MOOCS (Massive Online Open Courses)?

Aqui na África do Sul existem as universidades públicas tradicionais, e também está a UNISA, a universidade maior da África do Sul: uma universidade à distância que conta com 200.000 estudantes, um monstro.

Nós contemplamos projetos futuros deste tipo de universidades por exemplo na Austrália, ainda que o êxito não esteja assegurado. Necessitas o contato humano no final do dia.

Alguns membros do Opus Dei junto com outras pessoas têm projetos de começar cursos de liderança baseados em valores humanos: o de gestão, a família, o entorno social, etc.

Não me perguntou nada do tema mulher mais a discriminação que existe aqui na África do Sul a respeito da mulher, é uma coisa que chama a atenção quando chega aqui. Pessoalmente me resulta embaraçoso, a mim me dá vergonha.

Reduz-se às classes chamadas tradicionalmente baixas, ou também a média e alta?

Isto acontece com a baixa e com a média. O homem da classe média pensa que têm direitos sobre a mulher: não necessita ir ao último rincão da África do Sul para encontrar abusos.

Entre a população cristã, ocorre também isto?

Desgraçadamente sim.

“A África do Sul é um país incrível, vale a pena dar tudo para transformá-lo, porque dando a vuelta na África do Sul você dá a volta na África”

O trabalho com mulheres do Opus Dei é equilibrado.

As mulheres do Opus Dei trabalham no mesmo tecido social da África do Sul que trabalham os homens. Ambos encontram os mesmos desafios.

A África do Sul é um país fascinante, e ao ver todas as possibilidades que existem para transformar o país, uns trabalham com otimismo e esperança: ou seja, que dentro de todas as coisas negativas, ao ver tudo o que tem aqui, fica com vontade de lançá-lo como uma meia; não podemos ficar só nos 6 % de católicos. Como vamos levantar pela manhã se vemos só as dificuldades? Pois te digo uma coisa, é um país incrível, é um lugar onde vale a pena dar tudo para transformá-lo, porque dando a volta na África do Sul dá a volta na África.

Causaria furor na igreja católica a ascensão à cátedra de Pedro de um Papa africano?

O futuro da igreja não é a África como me insinuou. O futuro da África está em seguir adiante mas não é porque a Europa olhe a África: já há sacerdotes africanos que trabalham na Europa por falta de sacerdotes europeus mas o futuro da Igreja está na Europa e América. Na África a Igreja ainda necessita o exemplo e modelo da Igreja na Europa ou América para bem ou para o mal.

Um Papa africano será uma coisa boa para a África quando chegar, um Papa que esteja aberto aos pobres. Mas, melhor que o Papa Francisco não teremos: e, é porque o Papa Francisco se esqueceu da África? Não, o Papa Francisco não se esqueceu da África. E João Paulo II não se esqueceu da África: 46 viagens fez ao continente. Mas não podemos passar a bola para a África, não podemos tapar os olhos. A África tem que se levantar antes.

Existe demasiada abundância de ritos mágicos, de materialismo?

A África tem que progredir, tem que seguir seu passo e seguir seu ritmo e somente então o que o Papa denuncia com tanto acerto de que se abrir a brecha entre ricos e pobres se conseguirá fechar um pouco. África tem que se salvar a si mesma e por si mesma. Não pode esperar que a solução cultural e social venha de fora. Tem que levantar o nível cultural, social e econômico de toda África. Também a Igreja e seus ministros tem que ser cada vez mais preparados.

Os ritos mágicos pertencem à tradição cultural do país e do Continente. Nós temos que perceber, sem desprezar nenhum traço da cultura dos povos e conservando tudo de bom que têm, que em muitos casos são uma dificuldade para o desenvolvimento pessoal e livre.

http://www.forumlibertas.com/frontend/forumlibertas/noticia.php?id_noticia=31019

O menino que com sua enfermidade converteu muitas pessoas.

aleteia.org

O menino que com sua enfermidade converteu muitas pessoas
Várias correntes de oração, de 72 horas contínuas, que muitas pessoas se uniram para rezar por 15 minutos, e as mais de 23 mil “Ave-Marias” que se ofereceram pela saúde de Mateo

SIAME

Ainda não tinha completado seus três aninhos, quando a vida surpreendeu Mateo. Seus pais, Malena Canales e Armando Vazquez, nunca imaginaram a batalha que enfrentariam, depois que no passado 18 de janeiro, enquanto brincava no parque, o pequeno lhes disse: “Está doendo minha barriguinha, quero vomitar”.

Esse mal estar, que parecia simples –sobretudo em um menino são– em poucos dias se converteu em um devastador diagnóstico: “Hepatoblastoma”, um tumor cancerígeno que se tinha se apoderado praticamente de todo o fígado, com risco de se propagar nos pulmões, e a a vida do menino estava pendurada por um fio.

A notícia afetou gravemente seu matrimônio; seu único filho tinha câncer, “ podia morrer”, mas tinha faz algo. “Nós não éramos muito apegados à religião, mas quando nos confirmaram o diagnóstico, decidimos por-nos nas mãos de Deus e da Santíssima Virgem; pedimos que nos levasse adiante, que nos acompanhasse no caminho e nos permitissem ter Mateo por muitos anos mais”, relata Malena.

Tomados pela mão de Deus e da Virgem, encontraram a força para enfrentar os seis meses que durou a difícil batalha para vencer o câncer de Mateo, que hoje é uma feliz realidade.

Com lágrimas nos olhos, Malena compartilha alguns dos momentos mais difíceis, desde os inumeráveis estudos clínicos a que foi submetido o pequeno, até as seis quimioterapias que recebeu para diminuir o tumor, cujos efeitos quase lhe custam a vida.

Porém isso era só o princípio, porque mesmo conseguindo reduzir o tamanho do tumor, Mateo necessitava de um trasplante de fígado, porque em princípios de julho foi submetido a uma cirurgia para receber um pedacinho do fígado sadio que lhe doou seu próprio pai.

A operação, em que participaram 27 médicos, durou 15 horas, com risco de morte para Mateo e seu papai. “Rezei muito. Meu esposo, graças a Deus, saiu bem, mas Mateo ficou no centro cirúrgico. Quando saiu, o levaram para a terapia intensiva, conetado a mais de 12 tubos, pálido, frio, com uma hemorragia muito forte e a advertência de que podia morrer essa noite; senti que não podia mais. Nesse momento disse ao Senhor: ‘sustenta-me, e se meu filho sair desta, será para glória tua’”.

Malena reconhece que houve momentos de dúvidas: “às vezes, quando alguém me dizia ‘que se faça a vontade de Deus’, sentia como se fosse uma grosseria, porque nos custava muito compreender que a vontade de Deus é boa, que nunca faz nada para nos fazer sofrer, e mesmo Ele nos levando até o fundo, pouco a pouco nos ia tirando; então dizíamos ‘perdoa-nos por fraquejar’”.

Mateo e seus papais nunca estiveram sozinhos, “o amor de Deus se mostrou no rosto da família e amigos, amigos dos amigos, e em pessoas que nem conhecemos”, explica Malena ao se referir às várias correntes de oração, de 72 horas contínuas, que muitas pessoas se uniram para rezar por 15 minutos, e as mais de 23 mil “Ave-Marias” que se ofereceram pela saúde de Mateo.

“Nos chegam e-mails de pessoas de toda parte, contando-nos como a história de Mateo mudou suas vidas, agradecendo ao meu filho porque lhes ajudou a saber que Deus existe; gente que nos disse ‘eu não sabia rezar o Rosário e agora o faço diariamente por Mateo’”, acrescenta.

“Porque Deus nos Ama”

É a resposta contundente que Malena e Armando têm para a pergunta: ‘porque nós?’, que tantas vezes se fizeram durante o processo. “Hoje temos claro que Deus nos ama tanto que permitiu que todo isto acontecesse para nos salvar como família, porque nosso matrimônio estava um pouco desgastado, e agora somos muito mais unidos, oramos juntos, temos um plano de vida os três, nos demos conta de como vivíamos mal nossa religião”.

“Mateo foi o instrumento de Deus em tudo isto; ele conseguiu unir em oração toda a família e tanta gente mais, nele Deus nos mostrou seu amor infinito e misericordioso, e o seguirá fazendo porque a história de Mateo não termina com o câncer, as pessoas têm que saber que Deus nos ama, e que mesmo nas tormentas, quando diz já não posso mais com o medo, com a dor, Deus sempre está dizendo para você ‘fica tranquila, deixa para mim”, concluiu Malena.

Mesmo com o câncer controlado, nestes dias Mateo regressou ao hospital para receber a última quimioterapia a fim de acabar com qualquer possibilidade de uma metástase.

Conheça mais sobre a história de Mateo e como pode apoiar sua família através do Facebook, na página ‘Ayudemos a Mateo’, e no Twitter: @por_mateo
Artigo originalmente publicado por SIAME

http://www.aleteia.org/es/estilo-de-vida/contenido-agregado/el-nino-que-con-su-enfermedad-convirtio-a-muchos-5897402556874752

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